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CFMV apoia campanha nacional para o controle da leishmaniose visceral

Objetivo é incorporar coleiras em cães para a prevenção da doença em 133 cidades

O lançamento da Campanha Nacional de Encoleiramento dos Cães para Controle da Leishmaniose Visceral (LV), conhecido popularmente como calazar, aconteceu no dia 12 de agosto, durante o VII Seminário de Atualização em Leishmaniose Visceral de Fortaleza. O evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube.

Durante o lançamento, houve apresentação da proposta de incorporação das coleiras impregnadas com substâncias específicas para a prevenção da doença em 133 municípios prioritários, classificados como de transmissão alta, intensa e muito intensa da LV. Essa classificação baseia-se no índice composto utilizado pelo PVC-LV, que contempla a média de casos e incidência da Leishmaniose Visceral Humana (LVH), nos últimos três anos.

O seminário contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), por meio do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Ceará (CRMV-CE), Francisco Atualpa. Em 2020, o CFMV lançou o Guia de Bolso da Leishmaniose, disponível em formato PDF.

“A principal conexão da LV humana é o cão. Em Fortaleza, o número de casos da doença vem caindo exponencialmente. O médico-veterinário tem um papel primordial. Além de várias outras questões, ele quem coordena as campanhas e decide sobre questões relacionadas à vida do animal”, detalha Atualpa, que também é responsável técnico pelo diagnóstico da raiva no Lacen, no Ceará, e gerente da Célula de Vigilância Ambiental – Cevam – do município de Fortaleza (CE).

O combate ao inseto vetor deve ocorrer com aplicação de inseticida no ambiente e uso de produtos repelentes no cão (Foto: reprodução)

Leishmaniose Visceral (calazar)

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose sistêmica causada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitido aos humanos e outros animais por meio da picada de insetos flebotomíneos, do gênero Lutzomyia, os quais se infectam ao se alimentarem do sangue de humanos ou animais infectados, principalmente os cães

Na Semana Nacional de Combate à Leishmaniose, que vai até o dia 14 de agosto, o CFMV lembra aos profissionais, gestores da área da saúde e população que ações educativas e preventivas ainda são o melhor caminho contra a doença.

O combate ao inseto vetor deve ocorrer com aplicação de inseticida no ambiente e uso de produtos repelentes no cão. Além disso, as pessoas devem evitar deixar os animais em ambientes úmidos e que acumulem material que possa facilitar a criação do mosquito.

De acordo com dados da Secretaria de Vigilância e Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, o Brasil responde por 90% dos casos humanos de leishmaniose visceral registrados na América Latina. De 2010 a 2019, o país apresentou de 3 mil a 3,5 mil casos por ano (quadro abaixo), com letalidade (mortalidade) em torno de 7%.

As áreas de maior incidência da LV no país estão concentradas na região Nordeste, em razão de fatores ecológicos e sociais. Porém, com o avanço da doença, regiões que anteriormente não apresentavam casos, como o Sudeste e algumas áreas do Norte, já os contabilizam. Atualmente, a enfermidade está presente em todos os biomas brasileiros.

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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