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Chave para a prevenção da Hepatite Infeciosa Canina é a vacinação

Animais mais jovens têm mais chances de adquirir a doença causada pelo adenovírus

Entre as diversas doenças que acometem cães está a Hepatite Infeciosa Canina (HIC). Ela é, segundo a professora titular aposentada do Departamento de Clínica Médica, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade de São Paulo (FMVZ-SP), Mitika Kuribayashi Hagiwara, uma doença infectocontagiosa, que acomete o cão doméstico, o lobo, a raposa, o coiote e outros canídeos e, além de ursídeos, que se caracteriza por infecção sistêmica, observada mais frequentemente em cães jovens de menos de um ano de idade.

O professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Cruzeiro do Sul e Centro Universitário Braz Cubas, Juan Justino de Araujo Neves, explica o que causa a HIC é o Adenovírus do tipo CAV-1. “Existe o tipo CAV-2, que causa doenças respiratórias em cães. Esse adenovírus é resistente ao ambiente, em solo com matéria orgânica, à temperatura ambiente e às baixas temperaturas (4ºC), por meses, e às substâncias químicas que têm como base clorofórmio, éter, ácido e formol. Porém, o vírus apresenta sensibilidade à temperatura de 50ºC a 60ºC, por cinco minutos. E a algumas substâncias químicas, como iodo, fenol e hidróxido de sódio. Dessa forma, é possível descontaminar o ambiente e objetos”.

A doença não é uma zoonose e a infecção pode ocorrer, de acordo com Neves, pelo fato de os animais infectados eliminam o vírus por tecidos e secreções corpóreas, como urina, saliva, secreções nasais, tendo assim a transmissão direta.

A professora Mitika Hagiwara comenta que a infecção pode variar desde a forma inaparente, transcorrendo de forma absolutamente assintomática, a formas discretas e moderadas, nas quais o animal pode apresentar febre, dor abdominal, êmese, diarreia, aliadas ou não à icterícia, até a forma aguda, em que pode ocorrer a morte súbita dos animais infectados. “Na forma aguda, horas após a infecção, o animal se torna moribundo, o que leva o responsável a acreditar que se trata de envenenamento. Inicialmente, o cão infectado apresenta febre, aumento da frequência respiratória e do pulso. Pode ser observada linfadenomegalia cervical, com edema subcutâneo da cabeça, pescoço e do tronco, hepatomegalia e abdômen distendido. Petéquias, ecmoses, epistaxis e sangramento do ponto de venipuntura também podem ser observados”.

Mitika Hagiwara afirma que há um modo de prevenção: vacinas caninas multicomponentes, conhecidas popularmente como V8 e V10. “Elas contêm o Adenovírus tipo 2, que protege os cães contra a doença respiratória causada pelo adenovírus respiratório (tipo 2) e ao mesmo tempo contra a infecção causada pelo vírus da hepatite infecciosa canina (adenovírus tipo 1). A vacina contra a hepatite infecciosa está incluída no rol das vacinas consideradas essenciais, ao lado da vacina contra a cinomose e a vacina contra a parvovirose canina. Portanto, o CAV2 está obrigatoriamente presente nas vacinas virais caninas.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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