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Chimpanzé resgatado de narcotraficantes chega ao Brasil com esquema especial

Animal passará quarentena em santuário de primatas após anos de exploração na Colômbia

Chimpanzé resgatado de narcotraficantes chega ao Brasil com esquema especial
Por Equipe Cães&Gatos
1 de abril de 2025

O chimpanzé Yoko, resgatado de narcotraficantes colombianos, chegou ao Brasil em uma operação especial no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O animal, que sofreu maus-tratos e viveu em condições atípicas – vestido, andando de bicicleta e até fumando – foi o último grande primata mantido em cativeiro na Colômbia. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o processo de importação foi concluído em apenas cinco dias.

O chimpanzé Yoko passou por um esquema especial de desembarque no Aeroporto de Viracopos antes de seguir para o santuário em Sorocaba (Foto: Divulgação)

Após sua chegada ao Brasil, Yoko foi encaminhado para um santuário de grandes primatas em Sorocaba (SP), onde passará por um período de quarentena. Com 38 anos e pesando 70 quilos, o chimpanzé ficou sozinho nos últimos anos após a morte de seus companheiros Chita e Pancho, que foram baleados ao fugirem do Bioparque Ukumari, em 2023. Ele já estava sob cuidados de especialistas na Colômbia desde 2018, quando foi resgatado do narcotraficante que o treinou para imitar humanos.

A operação de desembarque contou com uma estrutura específica para garantir a segurança e o bem-estar do animal. “No Aeroporto de Viracopos, utilizamos uma área própria para o desembaraço de animais, com ventilação e iluminação adequadas, além de seguir convenções internacionais que priorizam a carga viva, garantindo que seja a última a entrar e a primeira a sair da aeronave”, explicou André Marcondes, auditor fiscal agropecuário da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). O tempo total do processo, desde o pouso até a liberação, foi de aproximadamente uma hora e 40 minutos.

Por pelo menos 30 dias, Yoko será mantido em isolamento no santuário, sob monitoramento constante para identificar possíveis sinais clínicos de doenças infectocontagiosas. Durante esse período, um veterinário acompanhará sua adaptação antes da integração com outros primatas. A operação reforça o compromisso das autoridades brasileiras com o bem-estar animal e a proteção da fauna silvestre resgatada de situações de exploração e maus-tratos.

Fonte: Anffa Sindical, adaptado pela equipe Cães e Gatos.