Um atobá-marrom foi reencontrado e salvo após ser visto com um pote de plástico preso ao redor do seu pescoço em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O animal acabou sendo localizado por técnicos que monitoravam a região e perceberam que o objeto impedia seus movimentos naturais.
O lixo plástico, provavelmente descartado de forma incorreta nas praias, agia como um colar sufocante, dificultando a mobilidade, a caça e a alimentação da ave em seu habitat natural.
Atendimento veterinário e retirada do plástico
O resgate foi realizado pelo Instituto Argonauta, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Durante a cobertura de rotina na praia, a equipe capturou a ave e a levou para a base de estabilização.
No centro de reabilitação, os médicos-veterinários cortaram o pote rígido com cuidado para não ferir a pele do animal. O atobá-marrom passou por exames detalhados para avaliar se havia traumas cervicais ou sinais de desnutrição e desidratação severa.

Alerta para o impacto do lixo marinho
Nas redes sociais e canais ambientais, o caso gerou grande alerta sobre os impactos dos resíduos sólidos na fauna. Plásticos descartados na areia frequentemente prendem animais silvestres, gerando sofrimento e riscos graves à sobrevivência.
Livre do objeto, a ave permanece em observação recebendo alimentação e suporte vitamínico. Assim que estiver totalmente recuperada e com exames estáveis, ela será devolvida ao mar em segurança.

