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Cistite intersticial felina é bastante comum na clínica, mas suas causas são desconhecidas

Por essa razão, o diagnóstico consiste em um desafio para o médico-veterinário

Cistite intersticial felina. Esse conjunto de três palavras, provavelmente, já te deixou preocupado, mesmo sendo um diagnóstico comum na rotina clínica. A médica-veterinária membro do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias (CBNUV) e responsável pelo atendimento especializado da República dos Animais (Minas Gerais), Priscila Fonte Boa Rabelo, explica que, na maioria dos estudos, felinos de meia idade (4-7 anos), castrados e com sobrepeso apresentam risco aumentado para sinais de doença do trato urinário inferior. 

“Há uma deficiência nos cuidados com o felino no interior das residências, com ausência de enriquecimento ambiental específico, o que favorece a alteração do trato urinário inferior, embora não seja suficiente para causar alterações por si só”, conta. 

Segundo ela, o termo “cistite intersticial felina” foi proposto, em 1996, para os casos em que se desconhece a causa da inflamação das vias urinárias inferiores, pois há interações complexas entre a etiologia e fisiopatologia, relacionado aos sistemas urinários, nervoso e endócrino, além de influências comportamentais.

Priscila Fonte Boa Rabelo afirma que há uma combinação de sinais clínicos sem padrão previsível de início, com variação importante da frequência de recorrência dos casos e das durações das crises, assim como da gravidade do acometimento, que indique que o animal esteja com o problema. “Os sinais clínicos são aliados ao aumento da urgência e frequência miccional e micção fora da caixa de areia, podendo ocorrer polaciúria, disúria, estrangúria, periúria e, frequentemente, hematúria. O fator autolimitante pode levar ao desaparecimento dos sinais em menos de uma semana, e isso é preocupante nos casos crônicos, por isso, é clara a necessidade de um emprego terapêutico assertivo”.

A causa é multifatorial, complexa e, muitas vezes, indeterminada, segundo a médica-veterinária. “As hipóteses mais recentes sugerem que múltiplas anormalidades da bexiga urinária, do sistema nervoso central e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal possam levar às manifestações clínicas da doença do trato urinário inferior felino. A inflamação vesical de origem neurogênica com a participação de mastócitos e defeito na camada superficial da mucosa urinária de glicosaminoglicanos e infecções virais são as hipóteses mais aceitas para explicar a inflamação vesical”, diz.

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(Foto: C&G VF)

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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