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Com fim do home office, pets podem sofrer com o retorno dos tutores à rotina fora de casa

Veterinária indica como evitar que o animal sofra ainda mais com a ausência da família

Com a vacinação avançando, muitas empresas estão retomando suas atividades presenciais, sejam elas totalmente presenciais ou de forma híbrida. Com isso, a rotina que foi estabelecida ao longo de mais de um ano e meio de pandemia será completamente transformada. Além dos humanos, os pets também precisarão se adaptar, visto que, em todo esse período, se acostumaram com a presença constante de seus tutores e alguns deles, inclusive, adotados durante o distanciamento social, nunca estiveram sozinhos por muito tempo.

“Diversos animais de estimação são sensíveis às mudanças e, após se acostumarem com a dinâmica da casa em que fazem parte, qualquer alteração no contexto familiar pode gerar problemas de comportamento, em especial para os cães”, afirma a docente do curso de Medicina Veterinária, da Universidade Anhembi Morumbi e veterinária especialista em comportamento animal no HOVET – Hospital Veterinário Anhembi Morumbi, Viviane Guyoti.

Animais que se mostram mais apegados com uma pessoa da família ou tenham dificuldade em lidar com momentos de solidão, precisam de mais atenção. Além disso, qualquer mudança de hábito ou comportamento, por menor que seja, é importante. “Se as mudanças no comportamento estão visíveis e já existe desconforto para o animal que fica sozinho, é importante levá-lo para uma avaliação com um especialista, que poderá compreender a real complexidade e o contexto específico que a família esteja enfrentando e, com isso, intervir com mudanças no manejo do animal, do ambiente e até prescrever terapias que podem, inclusive, fazer uso de fármacos quando necessário”, enfatiza a especialista.

Para saber se o seu animal está com problemas de comportamento como, depressão, ansiedade, tristeza ou apresente outro tipo de transtorno, é preciso observar alguns sinais como latidos exagerados, destruição de objetos, choros ou uivados constantes, arranhadura de portas, lamber partes do corpo, se autoflagelar, parar de comer, fazer xixi e cocô fora dos lugares habituais, se estão interagindo menos com as pessoas, dentre outras mudanças.

Muitos felinos são apegados aos seus tutores, mas observam-se menos casos de gatos com problemas de comportamento relacionados com a separação de seus tutores ou uma vida de isolamento por horas, visto que eles são mais voltados à manutenção de seu próprio território e, também, dedicam momentos de interação e brincadeiras que imitam e desenvolvem suas habilidades motoras e sensoriais de caça.

Uma dica para evitar problemas é, ao sair de casa, nada de “drama” e nem faça “festa” ao retornar (Foto: reprodução)

Antecipe-se

Para aqueles que ainda não retomaram as atividades presenciais, a especialista indica não deixar para a última hora e desde já ir acostumando o cão com intervalos de ausência gradativos para tornar essa separação menos difícil.

Lembre-se que: ao sair de casa, nada de “drama” e nem faça “festa” ao retornar. Saia naturalmente e, ao voltar, espere seu animal sair do estado de agitação e de saudações exacerbadas para dar carinho e atenção somente depois que ele se acalmar.

Deixe na cama do animal uma roupa com o cheiro do tutor e crie horários diários de passeio não vinculados a momentos anterior e posterior da saída das pessoas que o pet tem maior apego.

Ofereça mais atividades individuais para o seu animal e evite pegá-lo no colo a todo momento ou fazer afagos constantes ao longo do dia, pois quando você estiver fora casa por mais tempo, não terá quem supra esta necessidade criada por você. Ainda que seja difícil, tente fazer um horário de trabalho, como se você estivesse no escritório. Escolha um cômodo para o home-office, com a porta fechada, sem comunicação visual e sem acesso ao animal.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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