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Desinfecção do ambiente e mãos é ação básica para controle de doenças

Há enfermidades que podem, facilmente, ser transmitidas a outros animais e, até mesmo, aos humanos

É verdade que nem todas as doenças infectocontagiosas são zoonoses, no entanto, elas podem oferecer riscos a humanos e outros animais e, por isso, é preciso seguir medidas de higienização que garantam segurança a pacientes e tutores. Mas quais seriam elas?

O médico-veterinário, presidente da Comissão Nacional de Estabelecimentos Veterinários (CNEV), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Zohair Saliem Sayegh, comenta que as salas de atendimento devem conter pia para higienização das mãos, dispensers com detergente e papel toalha. “Os ambientes devem ser higienizados após cada atendimento; os mobiliários devem ser revestidos de material lavável e impermeável, não apresentando furos, rasgos, sulcos e reentrâncias. É necessário manter a qualidade dos processos de desinfecção e esterilização de equipamentos e materiais após cada atendimento e garantir ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas”, diz.

Sayegh comenta que as doenças infectocontagiosas são causadas por um agente patogênico e as vias de contágio são diversas: ambiente, contato com objetos contaminados, água e agentes vetores.

A médica-veterinária, pós-graduanda em Microbiologia, presidente da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares e coordenadora do setor de Internação do Hospital Veterinário Animal Clinic – Unidade Batel, Etienne Yumika Komatsu, comenta que a transmissão de doenças infecciosas depende do tipo de agente infeccioso, vias de transmissão e de uma porta de entrada para o hospedeiro susceptível. O entendimento dessa cadeia epidemiológica é imprescindível para a adoção de medidas de segurança que evitem a propagação dessas doenças.

Ela complementa que é importante entender a transmissividade de um agente infeccioso e, dessa forma, implementar ações preventivas nos ambientes hospitalares, desde a higienização correta das mãos, desinfecção de superfícies, esterilização de materiais cirúrgicos, assim como triagem e investigação diagnóstica adequada do paciente.

Etienne destaca que, de acordo com a Anvisa, há três principais tipos de higienização do ambiente hospitalar: Higienização imediata (limpeza e desinfecção imediatamente após a presença de sujidades); concorrente (realizada diariamente a fim de manter o ambiente isento de riscos de contaminação) e a terminal (principalmente após altas, óbitos, programação cirúrgica diária ou em períodos programados).

“A esterilização consiste na destruição de qualquer forma de microorganismos e é realizada, principalmente, em materiais que entram em contato com tecidos subepiteliais, sistema vascular ou outros tecidos estéreis. No nosso hospital, realizamos também a esterilização de ambientes por meio do equipamento ozonizador de ar, que realiza a destruição de todos os microorganismos e é utilizado em cada setor, periodicamente, garantindo maior segurança contra infecções hospitalares. A desinfecção de ambientes e superfícies é realizada com produtos hospitalares próprios, assim como em hospitais humanos”, aponta a profissional.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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