O Dia Mundial de Conscientização sobre Parasitas, celebrado em 20 de março, reforça a importância da prevenção contínua contra pulgas, carrapatos e vermes — ameaças comuns à saúde de cães e gatos.
Esses parasitas podem comprometer o bem-estar dos animais e impactar diretamente a rotina dos responsáveis, além de representarem risco de transmissão de doenças.
A recomendação é clara: manter um controle antiparasitário regular, com orientação veterinária, é fundamental para evitar infecções e preservar a qualidade de vida.
Conhecimento ainda é limitado entre responsáveis
Um levantamento global realizado com 6.500 responsáveis em nove países, incluindo o Brasil, mostra que ainda há lacunas na compreensão sobre os riscos dos parasitas.
Apenas 42% afirmam conhecer bem o tema, enquanto 43% relatam que seus animais já tiveram problemas relacionados a parasitas — sendo que parte desses casos ocorreu no último ano.
Os dados indicam que, embora a convivência com o problema seja frequente, o reconhecimento precoce e a prevenção ainda não fazem parte da rotina de todos.
Prevenção deve ser contínua, não apenas reativa
Apesar de muitos responsáveis adotarem algum tipo de proteção antiparasitária ao longo do ano, ainda há quem só inicie o tratamento ao perceber a infestação.
Esse comportamento pode aumentar o risco de complicações, prolongar o desconforto do animal e dificultar o controle do problema.
“Quando comentamos sobre prevenção, estamos falando de interromper o ciclo de infestações antes mesmo que ele comece. Com orientação do médico-veterinário e um controle antiparasitário frequente, é possível reduzir o desconforto e o sofrimento do pet e, muitas vezes, evitar tratamentos mais complexos no futuro”, explica Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim.
Saúde Única reforça importância do controle
A prevenção contra parasitas também está diretamente ligada ao conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental.
“Ao proteger os animais, também diminuímos o risco de doenças zoonóticas, garantindo a segurança do tutor”, complementa a especialista.
Nesse contexto, o acompanhamento veterinário é essencial para avaliar fatores como ambiente, estilo de vida e histórico do animal, definindo estratégias personalizadas de proteção.
Impactos vão além da saúde do animal
Quando ocorre uma infestação, os efeitos não se limitam ao pet. Entre os relatos mais comuns estão os custos com tratamento, mudanças de comportamento do animal e alterações na rotina da casa.
Além disso, o período de tratamento pode gerar preocupação e estresse para os responsáveis, especialmente em casos mais graves.
Diante desse cenário, a data reforça a importância de transformar a prevenção em hábito e manter um plano contínuo de cuidado.
Campanha destaca pequenos cuidados no dia a dia
Para ampliar a conscientização, a Boehringer Ingelheim promove a campanha global “Pequenos atos de amor. Grandes momentos da vida”.
A iniciativa reforça que ações simples e consistentes, como manter a proteção antiparasitária em dia, ajudam a preservar o vínculo entre responsáveis e animais.
Fonte: Ideal Axicom, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre parasitas
Por que é importante prevenir parasitas em pets?
Porque eles podem causar doenças, desconforto e até transmitir zoonoses.
Com que frequência devo usar antiparasitários?
Depende do produto e do risco individual, mas a prevenção deve ser contínua e orientada por um médico-veterinário.
Só devo tratar quando o pet tem parasitas?
Não. O ideal é prevenir antes da infestação para evitar complicações e tratamentos mais complexos.
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