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Dia Mundial sem Tabaco: veterinária faz alerta para os efeitos do tabagismo em animais

Os pets também podem se tornar “fumantes passivos” e desenvolverem problemas de saúde

No dia 31 de maio, comemora-se o “Dia Mundial sem Tabaco”, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1987, para alertar sobre doenças e mortes causadas pelo tabagismo. A médica-veterinária e gerente Técnica da Área de Pets da Boehringer Ingelheim, Karin Botteon, avisa que cães e gatos que convivem com tutores fumantes podem desenvolver diversos problemas de saúde, incluindo determinados tipos de câncer.

“Há muito tempo, a Medicina reconhece que pessoas que convivem com fumantes tornam-se ‘fumantes passivos’, pois respiram o mesmo ar e inalam as toxinas dos cigarros. É natural, e comprovado pela literatura da medicina-veterinária, que o mesmo ocorra com os pets”, afirma. “E mesmo que os tutores fumem em ambientes abertos e longe dos animais, os resíduos do tabaco ficam sobre a pele, roupas, móveis e chão, podendo entrar em contato com eles, causando intoxicação”, acrescenta.

O fato de os felinos se lamberem com frequência também os coloca em exposição a partículas nocivas dos cigarros (Foto: reprodução)

As consequências para o contato frequente com tabaco são muitas. Cães que inalam fumaça de cigarros e que já têm doenças respiratórias pré-existentes podem ter os seus sintomas agravados. Além disso, eles tendem a apresentar alterações pulmonares semelhantes àquelas encontradas nos seres humanos fumantes. A raça e a anatomia também são fatores determinantes: cães de focinho longo tendem a acumular mais partículas na narina e não nos pulmões, o que os coloca em um risco aumentado de câncer nasal; já os cães de focinho muito curto não filtram tanto estas partículas que chegam mais facilmente aos pulmões, aumentando o risco de câncer deste órgão.

Já os gatos que convivem com fumantes têm de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver carcinoma de células escamosas na cavidade oral, um tipo extremamente agressivo de câncer. Além disso, eles também têm uma chance de até três vezes maior de desenvolver linfoma (similar ao linfoma Não-Hodgkin de humanos). O fato de os felinos se lamberem com frequência para manutenção da higiene também os coloca em exposição a partículas nocivas dos cigarros.

“É fundamental que os tutores tenham consciência de fatores ambientais que podem influenciar na saúde dos pets, e o uso contínuo cigarro pode prejudicar diretamente a saúde de todos que convivem na mesma casa”, finaliza Karin.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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