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Especialista em Nefrologia e Urologia alerta sobre a incontinência urinária em cães

Caracterizada pela perda involuntária de urina, assunto não deve ser tratado como normal

Caracterizada pela perda involuntária de urina, a incontinência urinária é frequente em cães e pode acometer machos e fêmeas de todas as idades. O problema, que pode ser desencadeado por diversas causas, além da questão clínica, tende a comprometer a qualidade de vida, além de ser um enorme incômodo para seus tutores.

Na edição de fevereiro, o médico-veterinário, especializado em Nefrologia e Urologia, fundador e diretor da RENALVET, Márcio Bernstein, comenta sobre o assunto e explica que o tratamento deve ser individual, sempre buscando a origem do problema.

Segundo Bernstein, os principais tipos de incontinência urinária são a incontinência urinária por esforço (IUE) e a incontinência urinária de urgência. “A primeira é a queixa de perda urinária ao fazer esforços, como pular, brincar ou subir em móveis, entre outros. A IUE é causada pelo enfraquecimento do esfíncter urinário e dos elementos de sustentação da uretra e da bexiga. Fatores que possam enfraquecer estas estruturas, tais como a multiparidade (fêmeas), ou pós-cirurgias do trato gênito-urinário, podem aumentar o risco. Em machos, a incontinência é menos frequente e tem como principal causa, problemas na bexiga, próstata e em pós prostatectomia (cirurgias para a retirada da próstata)”, explica.

O veterinário, também exemplifica a incontinência urinária de urgência, que é a perda de urina acompanhada ou precedida pela sensação de urgência para urinar. “O animal sente uma vontade repentina e incontrolável de urinar e não consegue chegar a tempo no local de costume, muitas vezes, urinando no meio do caminho. Geralmente, o animal urina com grande frequência durante o dia, o que faz com que ele acorde várias vezes à noite. Também recebe o nome de bexiga hiperativa. Na maior parte das vezes, não há uma causa aparente”, diz. 

Vale ressaltar que, algumas doenças neurológicas podem aumentar o risco deste tipo de problema e, por isso, deve ser investigado com cautela, a fim de tratar corretamente a incontinência urinária. 

Ainda de acordo com Bernstein, a incontinência é um pouco mais comum em fêmeas do que em machos. A idade também é um fator de risco importante, estimando-se que a chance de apresentar incontinência urinária em animais idosos é maior, mas, o problema não deve ser encarado como normal em nenhuma idade.

Clique aqui para ler o artigo completo, na edição de fevereiro da C&G VF.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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foto: C&G VF

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