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    Estudo mostra que conviver com cães pode proteger crianças de problema de pele

    Ter cães pode reduzir o risco das crianças terem eczema, problema de pele caracterizado por vermelhidão, coceira, ressecamento, rachaduras e caroços de inflamação. É o que mostra uma pesquisa norte-americana feita com quase 800 crianças de até dois anos. Entre os resultados, está a menor ocorrência da doença entre crianças que convivem com cães em casa, inclusive quando eles já estão no lar ainda na gestação do bebê. O eczema afeta uma em cada cinco crianças e um em cada dez adultos.

    Estudo mostra que conviver com cães pode proteger crianças de problema de pele
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    4 de janeiro de 2023

    Ter cães pode reduzir o risco das crianças terem eczema, problema de pele caracterizado por vermelhidão, coceira, ressecamento, rachaduras e caroços de inflamação. É o que mostra uma pesquisa norte-americana feita com quase 800 crianças de até dois anos. Entre os resultados, está a menor ocorrência da doença entre crianças que convivem com cães em casa, inclusive quando eles já estão no lar ainda na gestação do bebê. O eczema afeta uma em cada cinco crianças e um em cada dez adultos.

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    Pesquisadores da Henry Ford Health, organização de assistência médica sem fins lucrativos de Detroit, nos EUA, comandaram o estudo. Eles mostraram que as diversas bactérias caninas podem ajudar no desenvolvimento imunológico das crianças, evitando a doença. A causa do eczema ainda não é conhecida, mas acredita-se que a doença seja genética e provocada pelo mau funcionamento da barreira da pele.

    A exposição a bactérias nos primeiros meses após o nascimento pode ajudar a criança a desenvolver um sistema imunológico saudável, reduzindo potencialmente condições inflamatórias como o eczema, afirmam os pesquisadores. O eczema não tem cura, mas os sintomas podem desaparecer com o tempo. Para aliviar marcas e incômodos, os médicos recomendam o uso de hidratante e, em casos mais graves, de corticosteróides.

    A pesquisa recrutou grávidas cujos filhos estavam previstos para nascer entre setembro de 2003 e dezembro de 2007. Os pesquisadores dividiram as crianças em quatro grupos: as que não tiveram a doença; as que tiveram aos dois anos, mas já estavam sem sintomas; as que tiveram aos dez; e as que tiveram persistentemente em ambas as idades.

    As mães foram entrevistadas antes do parto e na parte final do estudo para informar se elas conviveram com cachorros durante a gestação e se os filhos tiveram contato com os animais ao longo do primeiro ano de vida. O que se observou foi que dos 26% das grávidas que tinham cachorro em casa, 22% dos casos de eczema apareceram nas crianças até os dois anos e 21% até dez.

    Os resultados da pesquisa mostraram que as crianças cujas mães tiveram um cachorro por perto enquanto estavam grávidas e no primeiro ano de vida do bebê apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver a doença aos dois anos de idade, mas o efeito não foi observado aos dez anos ou naqueles com eczema persistente.

    Dados sugerem que a exposição ao cão durante a fase pré-natal e no início da vida têm um efeito protetor significativo no desenvolvimento da criança
    (Foto: reprodução)

    Método de observação

    A  especialista em alergia que liderou o estudo realizado pela Henry Ford Health, Amy Eapen, disse ao jornal britânico Daily Mail que os resultados sugerem que o primeiro ano de vida é, potencialmente, a janela crítica para prevenir o eczema. “Nossos dados sugerem que a exposição ao cão durante a fase pré-natal e no início da vida têm um efeito protetor significativo no desenvolvimento de eczema antes ou depois dos dois anos de idade. Como manter animais de estimação influencia a composição microbiana do intestino infantil, a menor taxa de eczema em crianças expostas a cães pode estar ligada ao desenvolvimento imunológico alterado no início da vida, desencadeado por exposições microbianas”, compartilha.

    Entre os limites do estudo, segundo Amy, está a dificuldade de provar se o contato com o cão estava por trás das taxas mais baixas porque o método utilizado foi puramente observacional. Os pesquisadores também não conseguiram definir se ter um cão durante a gravidez ou no primeiro ano da criança era importante, porque a maioria dos casais tinha cães após o nascimento do bebê.

    Fonte: Extra, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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