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Fogos de artifício afetam oito em cada dez pets e acendem alerta sobre poluição sonora no fim de ano

Pesquisa revela impactos físicos e comportamentais graves em cães e gatos durante celebrações, com aumento de fugas, acidentes e atendimentos veterinários

Fogos de artifício afetam oito em cada dez pets e acendem alerta sobre poluição sonora no fim de ano
Por Equipe Cães&Gatos
19 de dezembro de 2025

O fim de ano costuma ser associado a celebrações, roupas brancas, brindes e expectativas de renovação. 

No entanto, para milhões de cães e gatos, esse período é marcado por medo intenso, estresse e até pânico provocados pela poluição sonora dos fogos de artifício. 

É o que aponta uma pesquisa realizada pela Petlove, maior ecossistema pet do Brasil, em parceria com sua campanha de conscientização “Chega de Fogos”.

De acordo com o levantamento, que ouviu tutores e médicos-veterinários, 84% dos pets demonstram medo dos rojões. 

O dado se torna ainda mais preocupante quando se observa que 66% dos respondentes afirmaram que seus animais já fugiram ou conhecem algum pet que fugiu em decorrência do barulho dos fogos, situação que aumenta significativamente o risco de atropelamentos, desaparecimentos e acidentes graves.

A percepção dos profissionais de saúde animal reforça esse cenário. Segundo a pesquisa, 54% dos médicos-veterinários afirmam atender com frequência pets que apresentam problemas de saúde ou alterações comportamentais diretamente relacionados aos fogos em datas comemorativas. 

Outros 24% relatam que esse tipo de atendimento ocorre algumas vezes ao longo do ano.

Estresse, traumas e riscos à vida dos animais

Entre os principais efeitos observados pelos veterinários entrevistados, 91% relataram quadros de ansiedade e medo extremo nos animais. 

Além disso, 72% dos pets apresentaram taquicardia e sinais claros de estresse fisiológico. 

Casos de fuga, perda ou atropelamento foram mencionados por 65% dos profissionais, enquanto 48% identificaram comportamentos destrutivos, como tentativa de escapar, automutilação ou danos ao ambiente.

As consequências físicas também chamam atenção: 44% dos veterinários relataram lesões traumáticas, como fraturas e contusões, causadas pela agitação intensa. 

Já 40% observaram sintomas gastrointestinais associados ao estresse, incluindo vômitos e diarreia. 

Outro dado relevante é que 64% dos profissionais já acompanharam casos em que o medo dos fogos evoluiu para transtornos comportamentais crônicos, persistindo mesmo fora dos períodos de festas.

A visão dos tutores é semelhante. Segundo a pesquisa, 73% dos animais se escondem durante os fogos, 66% tremem, 46% ficam desorientados e 42% buscam colo de forma insistente. 

Tentativas de fuga foram relatadas por 38% dos responsáveis, enquanto comportamentos como choro (27%) e latidos excessivos (26%) também são frequentes.

Manejo do medo e orientação profissional

Diante desse cenário, 87% dos veterinários afirmaram que costumam prescrever algum tipo de tratamento para o manejo do medo dos fogos, incluindo ansiolíticos, sedativos, suplementos ou protocolos específicos. 

Desse total, 54% indicam que essas prescrições ocorrem ocasionalmente, enquanto 33% relatam que são frequentes em períodos festivos.

Pedro Risolia, médico-veterinário da Petlove, reforça a importância de medidas preventivas para reduzir o impacto da poluição sonora. 

Segundo ele, é fundamental preparar o ambiente com antecedência, oferecendo espaços seguros, brinquedos, petiscos e locais onde o animal se sinta protegido. 

“Manter portas e janelas fechadas ajuda a evitar fugas, e o uso de música em volume moderado pode contribuir para mascarar o som dos fogos”, orienta.

Risolia destaca ainda que, em casos de medo intenso ou pânico, o acompanhamento profissional é indispensável. 

“Se o pet apresenta pavor, é essencial consultar um veterinário para avaliar a necessidade de medicamentos e definir estratégias que promovam bem-estar. Jamais se deve tentar conter o medo com gritos ou agressões físicas, pois isso agrava o quadro”, alerta. 

Ele também reforça que o animal não deve ficar sozinho e precisa ser acolhido para evitar acidentes.

Durante as festas de fim de ano, quando viagens e compromissos são comuns, a ausência dos tutores pode agravar a situação. 

Nesses casos, a recomendação é que cães e gatos fiquem sob os cuidados de alguém de confiança ou em serviços especializados. 

Segundo Risolia, a procura por hospedagem e cuidadores de pets cresce cerca de 60% durante férias e feriados, tornando-se uma alternativa para garantir a segurança dos animais.

Opinião pública e restrições aos fogos

A pesquisa também revelou mudanças na percepção da sociedade sobre o uso de fogos de artifício. 

Entre o público geral, 39% acreditam que a soltura deveria ser proibida, enquanto 58,3% defendem a liberação apenas de fogos silenciosos. 

Nas praias, 70% consideram que apenas fogos sem barulho deveriam ser permitidos, e 27,6% são totalmente contra a prática nesses locais.

Entre os tutores, 75% afirmaram que já deixaram de levar seus pets a ambientes com fogos durante o fim de ano devido à poluição sonora. 

Já entre os médicos-veterinários, 59% se posicionam totalmente contra o uso de fogos com estampido, enquanto 29% defendem uma legislação mais restritiva.

Fonte: FSB Holding, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre fogos de artifício e animais

Por que os fogos de artifício fazem tão mal aos pets?

O barulho intenso causa medo extremo, estresse fisiológico e pode desencadear fugas, traumas físicos e transtornos comportamentais duradouros.

Quais cuidados ajudam a proteger cães e gatos durante os fogos?

Ambiente fechado e seguro, acolhimento, música para abafar ruídos e orientação veterinária em casos de medo intenso.

O que pensam tutores e veterinários sobre a proibição dos fogos com barulho?

A maioria defende restrições ou a substituição por fogos silenciosos, visando o bem-estar animal e a segurança pública.

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