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Caso de esporotricose em gato acende alerta em Araraquara; responsável apresenta sintomas

Doença transmissível entre animais e humanos mobiliza equipes de saúde e reforça importância do diagnóstico precoce

Caso de esporotricose em gato acende alerta em Araraquara; responsável apresenta sintomas
Por Equipe Cães&Gatos
29 de abril de 2026

A Prefeitura de Araraquara confirmou um caso de Esporotricose em um gato no município, localizado no interior de São Paulo. 

A ocorrência foi registrada no bairro Valle Verde e também envolve a responsável pelo animal, que apresentou sintomas compatíveis com a doença.

A pessoa foi encaminhada para atendimento médico, realização de exames e արդեն já iniciou tratamento, segundo informações da administração municipal.

Equipes realizam busca ativa e orientam moradores

Após a confirmação, profissionais da Secretaria Municipal da Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos intensificaram as ações na região, com busca ativa por outros animais e pessoas com possíveis sinais da doença.

Durante a ação, foram identificados mais dois gatos com suspeita de infecção, além da responsável pelo animal positivo.

Segundo a agente de combate a endemias, Natália Caroline de Oliveira, a atuação rápida é essencial para conter a disseminação.

“Ele é positivo no gato e aí fizemos toda uma busca ativa para verificar se detectávamos mais algum gato suspeito ao redor e nós acabamos achando mais dois gatos suspeitos e acabamos achando uma pessoa também, que era a que estava tratando do animal positivo”, explicou.

Doença pode ser transmitida para humanos

A esporotricose é uma micose causada por fungos presentes no ambiente, como solo, madeira e vegetação. Os gatos são considerados a principal fonte de transmissão em áreas urbanas.

A infecção pode ocorrer por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções do animal infectado.

Nos gatos, os sintomas mais comuns incluem feridas na pele que não cicatrizam, nódulos, úlceras, espirros e apatia. Em humanos, a doença costuma se manifestar com lesões cutâneas, especialmente nas mãos e braços.

Diagnóstico precoce e prevenção são fundamentais

De acordo com a médica-veterinária Jeniffer Martins Mello, o tratamento é possível, mas deve ser iniciado o quanto antes.

“Ao perceber feridas que não cicatrizam, principalmente em gatos com acesso à rua, é fundamental procurar atendimento veterinário rapidamente e evitar contato direto com as lesões sem proteção”, orienta.

Entre as principais medidas de prevenção está evitar o acesso dos gatos à rua, reduzindo o risco de contato com o fungo e com outros animais infectados.

Em casos confirmados, é necessário isolar o animal e seguir corretamente as orientações sanitárias, inclusive em situações de óbito, para evitar a contaminação do ambiente.

Procura por atendimento é essencial

A Secretaria de Saúde reforça que tanto responsáveis quanto animais com sintomas devem buscar atendimento o quanto antes. No caso de suspeita em humanos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde.

Já para situações envolvendo animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Araraquara disponibiliza atendimento pelos telefones (16) 3331-3820 e (16) 99993-8740.

Fonte: G1, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre caso de esporotricose em Araraquara

O que é esporotricose?

É uma infecção causada por fungos presentes no ambiente, que pode afetar animais e humanos.

Como a doença é transmitida?

Principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados.

Como prevenir?

Evitar que gatos tenham acesso à rua e buscar atendimento ao identificar feridas que não cicatrizam.

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