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Linfoma alimentar em gatos afeta cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com câncer

Problema interfere na células que estão envolvidas nas respostas imunológicas

Comum, linfoma alimentar afeta cerca de 70% dos gatos diagnosticados com câncer. Problema possui sintomas que podem ser confundidos com outras doenças e é uma patologia que leva muitos tutores aos consultórios veterinários.

De acordo com médica-veterinária especializada em medicina felina e proprietária da clínica veterinária Gato é Gente Boa, localizada em Itu/SP, Vanessa Zimbres, a patologia é considerada uma espécie de câncer que afeta os linfócitos, interferindo em células que estão envolvidas nas respostas imunológicas. Em gatos domésticos, o linfoma gastrointestinal é considerado o mais comum, representando 70% dos casos diagnosticados.

Contudo, apesar de ser o mais comum, esse tipo de linfoma apresenta sintomas que são facilmente confundidos com outros problemas gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável, por isso, é necessário que o tutor se atente, ainda mais, aos sinais.

“Nenhum vômito é normal, mas tolerado, e desde que nunca aconteça mais do que duas vezes em um único mês”, alerta a médica-veterinária. Além deste reflexo, estrias de sangue nas fezes que não amenizam, e diarreia constante já são motivos para levar o animal ao especialista.

Vale ressaltar que o linfoma alimentar afeta o sistema gastrointestinal, tendo mais reflexo nos intestinos, mas também pode ser diagnosticado no estômago, fígado, pâncreas e entre outros órgãos que formam o sistema.

“O ultrassom é o primeiro exame a ser pedido e ele precisa ser feito com muita atenção a todos os detalhes do trato alimentar, como as alças do intestino”, explica Vanessa. “O outro meio é por cirurgia, assim é feita a coleta de fragmentos do intestino para a realização do diagnóstico”, complementa.

O câncer pode afetar gatos ao longo da vida, contudo, os idosos são mais propensos a desenvolver esse quadro clínico. Quando diagnosticados em animais jovens, o pode ter ligação com o vírus FeLV, a leucemia felina.

“O tratamento é feito com quimioterapia, muitas vezes de forma oral, com poucos efeitos adversos. Em casos mais sérios, é administrado de forma intravenosa”, finaliza a especialista.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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