Quando a bola rola em uma Copa do Mundo, não são apenas os craques que chamam a atenção dos torcedores. Desde 1966, os mascotes oficiais se tornaram símbolos do torneio, ajudando a representar a identidade cultural dos países anfitriões e aproximando o evento de crianças e famílias.
Ao longo das décadas, diversos animais foram escolhidos para encarnar o espírito das Copas. Alguns se tornaram verdadeiros ícones do futebol mundial, enquanto outros ajudaram a destacar espécies típicas ou importantes para a fauna de seus países. A tradição, que começou na Inglaterra, segue viva até hoje, chegando à Copa do Mundo de 2026 com um trio de mascotes animais inéditos.
O pioneiro: Willie, o leão que criou uma tradição

O primeiro mascote da história das Copas foi Willie, um leão criado para o mundial de 1966, disputada na Inglaterra. O animal foi escolhido por ser um dos principais símbolos britânicos e rapidamente conquistou o público.
O sucesso foi tão grande que a FIFA transformou os mascotes em uma tradição permanente do campeonato. Willie é lembrado até hoje como uma das figuras mais emblemáticas da história da competição.
Os animais que entraram em campo
Embora algumas Copas do Mundo tenham apostado em personagens humanos, frutas ou figuras abstratas, os animais sempre estiveram entre os mascotes mais populares.
Em 1994, nos Estados Unidos, surgiu Striker, um simpático cachorro vestido com as cores da bandeira americana. A escolha teve relação direta com a popularidade dos cães como animais de estimação no país e ajudou a aproximar o público infantil do torneio.
Quatro anos depois, a França apresentou Footix, um galo azul inspirado em um dos símbolos nacionais franceses. A mascote se tornou uma das mais lembradas pelos fãs de futebol.
Na Alemanha 2006, foi a vez de Goleo VI, outro leão, reforçando a força do animal como símbolo de liderança e coragem. Já na África do Sul, em 2010, Zakumi levou para os gramados um leopardo cheio de energia, representando a rica biodiversidade africana.
O Brasil escolheu um animal ameaçado de extinção

Para muitos brasileiros, o mascote mais especial foi Fuleco, escolhido para representar a Copa do Mundo de 2014.
Inspirado no tatu-bola, espécie típica da fauna brasileira e ameaçada de extinção, o personagem ajudou a chamar atenção para a conservação ambiental. O nome unia as palavras “futebol” e “ecologia”, reforçando a proposta de conscientização sobre a biodiversidade nacional.
O caso de Fuleco mostrou como os mascotes podem ir além do entretenimento e servir também como ferramentas de educação ambiental.
Lobo russo conquistou os torcedores
Na Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia, a mascote oficial foi Zabivaka, um lobo carismático cujo nome significa algo próximo de “aquele que marca gols”.
Escolhido por votação popular, o personagem rapidamente se tornou um sucesso comercial e ajudou a promover o torneio ao redor do mundo.
Copa de 2026 terá três mascotes animais
A atual edição do Mundial, que será sediada conjuntamente por Canadá, Estados Unidos e México, marcará uma novidade histórica: pela primeira vez haverá três mascotes oficiais.
O Canadá será representado por Maple, um alce; o México terá Zayu, uma onça-pintada; e os Estados Unidos contarão com Clutch, uma águia-americana. Segundo a FIFA, os personagens foram desenvolvidos para refletir a cultura, a fauna e a identidade de cada país anfitrião.
A escolha reforça uma tendência observada ao longo da história dos mundiais: os animais continuam sendo os mascotes favoritos para representar valores como força, união, coragem e diversidade.

Muito além do futebol
Os mascotes das Copas do Mundo mostram como o esporte também pode servir de vitrine para a fauna e para a cultura dos países-sede. Seja um leão britânico, um cachorro americano, um tatu brasileiro ou uma onça-pintada mexicana, esses personagens ajudam milhões de torcedores a conhecer um pouco mais sobre os animais que fazem parte da identidade de cada nação.
Em tempos de Copa do Mundo, eles provam que os bichos também têm lugar garantido na festa do futebol.
Animais que já foram mascotes das Copas do Mundo
- 1966 (Inglaterra) – Willie, o leão
- 1994 (Estados Unidos) – Striker, o cachorro
- 1998 (França) – Footix, o galo
- 2006 (Alemanha) – Goleo VI, o leão
- 2010 (África do Sul) – Zakumi, o leopardo
- 2014 (Brasil) – Fuleco, o tatu-bola
- 2018 (Rússia) – Zabivaka, o lobo
- 2026 (Canadá) – Maple, o alce
- 2026 (México) – Zayu, a onça-pintada
- 2026 (Estados Unidos) – Clutch, a águia-americana
Referências:
FIFA. História das mascotes da Copa do Mundo. Disponível em: https://www.fifa.com/pt/tournaments/mens/worldcup/canadamexicousa2026/articles/historia-mascotes-copa-do-mundo. Acesso em: 2 jun. 2026.
FIFA. Mascotes oficiais da Copa do Mundo FIFA 2026. Disponível em: https://www.fifa.com/pt/tournaments/mens/worldcup/canadamexicousa2026/articles/mascotes-oficiais-copa-mundo-2026. Acesso em: 2 jun. 2026.
OLYMPICS.COM. Copa do Mundo: relembre os mascotes. Disponível em: https://www.olympics.com/pt/noticias/copa-do-mundo-relembre-mascotes. Acesso em: 2 jun. 2026.
FAQ sobre os mascotes animais das Copas do Mundo
Qual foi o primeiro mascote animal de uma Copa do Mundo?
O pioneiro foi Willie, um leão criado para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ele foi o primeiro mascote oficial da história dos mundiais e inaugurou uma tradição que continua até hoje.
Qual mascote representou o Brasil na Copa de 2014?
O Brasil escolheu o Fuleco, inspirado no tatu-bola, espécie nativa do país e ameaçada de extinção. O personagem foi criado para promover tanto o futebol quanto a conscientização ambiental.
Quais serão os mascotes da Copa do Mundo de 2026?
A edição de 2026 terá três mascotes oficiais: Maple, um alce que representa o Canadá; Zayu, uma onça-pintada que representa o México; e Clutch, uma águia-americana que representa os Estados Unidos.

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