in

Médica-veterinária mostra o que provoca a alergia alimentar em pets e como tratar

Segundo profissional, até descobrir a causa, é adequado adotar uma dieta com um alimento hipoalergênico

Assim como os humanos, cães e gatos podem desenvolver resposta alérgica a substâncias do ambiente, como poeira, pólen e mofo. Mas, você sabia que outra semelhança entre os humanos e os animais de estimação são as alergias alimentares? De acordo com a médica-veterinária da Royal Canin, Natália Lopes, os animais também podem ser acometidos pela condição e apresentar reações bastante incômodas, como coceira e irritações perigosas.

De acordo com a profissional, em pets, as alergias alimentares podem começar em qualquer idade e, geralmente, são provocadas por alguma parte do alimento, como uma proteína ou carboidrato complexo.

Dentre os alimentos mais comumente associados a alergias alimentares em cães, estão: carne bovina, frango, ovo, cordeiro, peixe, laticínios, milho, trigo e soja. “Já os que provocam mais alergia em gatos, são: carne bovina, cordeiro, frutos do mar, milho, soja, produtos lácteos e glúten de trigo”, enumera.

Quais são os sinais?

A veterinária explica que os sintomas de alergia alimentar costumam se sobrepor aos sintomas de alergias ambientais. “Geralmente, quando as alergias alimentares se apresentam em nossos animais de estimação, elas não causam sinais respiratórios. Na maioria das vezes, resultam em doenças de pele. Nos cães, os sinais são, geralmente, coceira na pele ou distúrbios digestivos, como vômito e diarreia. Já nos gatos, as reações são coceira, manchas e inflamação da pele, feridas, erupções cutâneas, urticárias e perda de pelo”, explica.

As alergias alimentares podem começar em qualquer idade e, geralmente, são provocadas por alguma parte do alimento (Foto: reprodução)

Natália Lopes ainda faz um alerta: “Se o animal de estimação apresentar algum desses sintomas é essencial levá-lo para uma consulta ao médico-veterinário, pois só ele poderá avaliar a condução do animal e, se confirmado, conduzir a dieta alimentar mais específica para cada pet”, orienta.

Para descobrir qual alimento está provocando as reações alérgicas, o veterinário irá começar um teste de identificação, que pode envolver uma alimentação com uma dieta especial, sem nenhuma proteína que o cão ou gato tenha sido exposto anteriormente. “Neste momento, é adequado adotar uma dieta com um alimento hipoalergênico, que contém nutrientes e proteínas diferentes dos alimentos comuns, de fácil digestão, que são completamente digeridos, evitando, assim, as alergias alimentares”, explica.

Para os cães e gatos com suspeita de hipersensibilidade alimentar, Natália revela que a Royal Canin desenvolveu o produto Royal Canin Anallergenic. “Nosso maior lançamento da categoria Veterinária, que chega nas versões Canine (cão) e Feline (felinos), com fórmula inovadora e processo de produção feitos para excluir as fontes de alérgenos alimentares. Nela, encontramos uma fonte de proteína hidrolisada contendo aminoácidos exclusivamente livres e oligopeptídeos de peso molecular muito baixo, o que reduz ainda mais o potencial alergênico”, conta a especialista.

A profissional ainda destaca, como inovação do alimento Anallergenic, sua fórmula com amido purificado em vez de cereais inteiros. Segundo ela, esse tipo de amido é considerado como fonte de carboidrato preferível para pets com suspeita de hipersensibilidade alimentar.

“O alimento Anallergenic Canine e Anallergenic Feline é indicado para cães e gatos adultos, com suspeita ou confirmação de hipersensibilidade. Casos específicos de doença inflamatória intestinal também podem se beneficiar do alimento Anallergenic”, recomenda.

E os tutores, o que fazer?

Como complemento do processo de investigação do alimento que provoca a alergia alimentar, a veterinária recomenda aos tutores observar e fazer um registro diário da alimentação do seu animal de estimação e sinalizar qualquer reação diferente que o pet apresentar.

“Enquanto o pet está em fase de teste alimentar, a cooperação do tutor é muito importante, pois, para fazer os ensaios de identificação da alergia, o pet não pode ingerir nenhum tipo de petisco, suplementos vitamínicos, medicamentos mastigáveis com sabor e brinquedos para mastigar. O pet deve ingerir somente água e o alimento prescrito na dieta”, finaliza.

O alimento Royal Canin Anallergenic já está disponível para prescrição pelo médico-veterinário e pode ser adquirido nos principais canais e e-commerces do Brasil.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Veterinárias comentam critérios a serem seguidos em reprodução de animais

UFMG divulga edital para Programa de Residência em Medicina Veterinária 2022

Veterinárias lançam livro que aborda terapêuticas em animais domésticos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pug

Síndrome dos braquicefálicos pode ser tratada e corrigida por meio de cirurgia

maus-tratos e abandono

Projeto de Lei visa multar em até R$ 50 mil quem cometer maus-tratos a animais em Sorocaba (SP)