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Micoses sistêmicas são um grande problema em casos de esporotricose e criptococose

Médicos-veterinários devem saber como diagnosticar para tratar esses fungos da maneira correta

Conhecidas, também, como micoses profundas, as micoses sistêmicas correspondem a um grande grupo de doenças causadas por fungos que afetam não só a epiderme, mas, também, o subcutâneo. Dentre elas, criptocose, esporotricose, histoplasmose e coccidioidomicose.

“De grande relevância clínica e epidemiológica, temos a criptococose e a esporotricose, sendo a última de grande risco zoonótico. A histoplasmose e a cocidioidomicose são de menor importância na clínica de felinos”, afirma a médica-veterinária, mestra em Ciências e especializada em Medicina Felina, professora de Clínica Médica da Universidade São Judas, Mariane Silva.

De acordo com Mariane, a esporotricose afeta, principalmente, regiões cutâneas após a inoculação do fungo por meio, principalmente, de unhadas. “A inoculação do agente gera uma reação inflamatória importante, causando lesões cutâneas que não cicatrizam e que podem gerar deformidades. Alguns animais apresentam lesões generalizadas que os debilitam gravemente, podendo levá-los a óbito”, alerta.

A criptococose, por sua vez, gera lesões cutâneas – de menor magnitude que aquelas produzidas pela esporotricose, segundo Mariane. No entanto, pode se disseminar pelo sangue ou pelas vias aéreas, gerando desde pneumonias fúngicas graves até mesmo sinais neurológicos importantes, como cegueira.

Mariane acrescenta que, em caso de histoplasmose, a maioria dos animais acometidos permanece assintomático, porém, aqueles que apresentam sintomas demonstram sinais respiratórios e lesões oculares que podem levar à redução da acuidade visual.

É possível chegar ao diagnóstico, conforme explica a médica-veterinária, mestra em Epidemiologia Experimental e Aplicada à Zoonoses e gestora do Hospital Veterinário da Universidade São Judas, Simone Rodrigues Ambrosio, a partir do histórico do paciente em exposição a áreas e locais favoráveis à presença do agente e achados de exames complementares laboratoriais, com o diagnóstico definitivo por meio de visualização das leveduras. “A técnica de obtenção de espécime clínico se faz por meio de um swab em ampola retal, secreções ou exsudatos de lesões cutâneas. Em lesões ulceradas podemos utilizar o decalque cutâneo por meio da técnica de “in print”, biopsias e aspirados de nódulos cutâneos, linfonodos, fígado e baço”, afirma.

Leia a reportagem completa na edição de setembro da C&G. O acesso é gratuito, clique aqui.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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