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Clínica e Nutrição

Conheça mitos e verdades sobre problemas articulares nos pets

Mais comum em animais idosos, porém, não exclusivo deles, os problemas articulares nos pets é um problema comum e que tem tratamento
Por Equipe Cães&Gatos
cachorro articulares
Por Equipe Cães&Gatos

Os problemas articulares podem afetar significativamente a qualidade de vida dos animais, causando dor e limitando sua mobilidade. Comuns nos pets mais idosos, eles ocorrem pelo desgaste natural das estruturas que compõem as articulações, mas animais jovens com predisposição genética, deficiência nutricional, excesso de peso, que tenham sofrido traumas ou que vivam em locais com o piso muito liso que dificulta a sua movimentação, também podem ter a saúde articular comprometida.

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Os joelhos, cotovelos e o quadril são as regiões que costumam ser mais afetadas, e os sintomas mais perceptíveis de que as articulações do pet não estão bem é a dificuldade para andar e a relutância em realizar atividades rotineiras, como levantar ou subir degrau.

Manter um nível adequado de atividade física ajuda a fortalecer os músculos que sustentam as articulações (Foto: Reprodução)

Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto, Taís Motta Fernandes, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal, listou alguns mitos e verdades sobre os problemas articulares nos pets:

Somente cães idosos desenvolvem problemas articulares
Mito:
 Embora a osteoartrite e outras condições sejam mais comuns em animais idosos devido ao desgaste natural das articulações ao longo do tempo, pets de todas as idades podem sofrer de problemas articulares. Fatores como genética, traumas, obesidade e desenvolvimento anormal das articulações podem levar a condições articulares em animais jovens. Por exemplo, displasia coxofemoral pode ser diagnosticada já nos primeiros meses de vida de um cão.

A nutrição adequada é fundamental
Verdade:
 Fornecer uma nutrição balanceada aos pets auxilia na manutenção adequada do peso do animal, evitando sobrecargas articulares. Suplementos alimentares que contenham condroitina, glicosamina, colágeno e ômega-3 também auxiliam na proteção e no fortalecimento das cartilagens e outras estruturas que compõem as articulações.

Os problemas articulares são sempre visíveis, como claudicação ou dificuldade para se levantar
Mito:
 Em muitos casos, os sinais podem ser sutis, como relutância em subir escadas, diminuição da atividade física, alterações de comportamento ou até lambedura excessiva de uma articulação dolorida. A detecção precoce e a intervenção são cruciais para minimizar a progressão da doença e o sofrimento do animal. Exames regulares e observação cuidadosa do comportamento do pet são essenciais.

Exercício regular é um aliado importante
Verdade:
 O exercício é benéfico para os pets. Manter um nível adequado de atividade física ajuda a fortalecer os músculos que sustentam as articulações, melhora a mobilidade e reduz a rigidez. No entanto, o tipo e a intensidade do exercício devem ser adaptados à condição específica do pet, evitando atividades de alto impacto que possam causar mais danos. Além disso, quando realizada junto com o tutor, a atividade física ajuda a estreitar laços e multiplicar a confiança, sendo benéfico para as duas partes.

Os problemas articulares podem afetar significativamente a qualidade de vida dos animais (Foto: Reprodução)

Somente raças grandes sofrem de problemas articulares
Mito:
 Embora raças grandes e gigantes tenham uma predisposição maior para certas condições articulares, como displasia coxofemoral e de cotovelo, raças pequenas e médias também podem sofrer com o problema. A luxação patelar, por exemplo, é mais comum em animais de pequeno porte. Portanto, todos os pets, independentemente do tamanho, devem ser monitorados quanto a sinais de problemas articulares.

A cirurgia pode ser necessária para tratar problemas articulares
Verdade:
 A cirurgia é uma opção de tratamento para alguns problemas articulares, especialmente em casos de displasia grave ou rupturas de ligamentos. No entanto, muitos casos podem ser manejados com tratamentos conservadores, como medicamentos anti-inflamatórios, controle de peso, suplementação e fisioterapia. A decisão de optar pela cirurgia deve ser baseada em uma avaliação detalhada do veterinário e considerar fatores como a idade, saúde geral e qualidade de vida do pet.

O conhecimento correto permite intervenções precoces, tratamentos apropriados e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida para os animais. Consultas regulares ao médico veterinário, observação atenta dos sinais e um manejo adequado são essenciais para manter a saúde articular dos pets.

Fonte: Avert Saúde Animal, adaptado pela Equipe Cães e Gatos.

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