Na cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, uma iniciativa de cuidado e empatia transformou a rotina dos felinos que vivem nas ruas.
Sem espaço para abrigar todos os animais no interior da residência, a moradora Claudia Frackiewicz e sua família decidiram adaptar o muro externo do imóvel para criar uma estação de apoio aos gatos comunitários da região.
A estrutura conta com camas suspensas fixadas na parede, afastadas do solo para evitar a umidade e equipadas com pequenas coberturas contra a chuva. O local também ganhou pontos fixos de ração e água, garantindo um refúgio seguro para descanso e alimentação diária.
Assistência contínua e controle sanitário
A ação vai além do fornecimento de abrigo físico. Os felinos que frequentam o espaço recebem alimentação regular pelo menos três vezes ao dia e contam com acompanhamento contínuo de saúde, que inclui aplicação de vermífugos e controle periódico de pulgas.
Todos os animais atendidos pelo projeto já foram devidamente castrados. Além de melhorar a saúde e diminuir disputas territoriais, a esterilização impede a procriação descontrolada e reduz o número de novos filhotes expostos aos riscos do abandono nas vias públicas.
A importância do conceito de animal comunitário
A iniciativa reflete na prática o conceito de gato comunitário — aquele animal que, embora não possua um responsável único ou viva confinado dentro de uma residência, estabelece laços de dependência e afeto com moradores locais que assumem voluntariamente a responsabilidade por sua nutrição, cuidados veterinários e abrigo.
A experiência em Ubatuba demonstra que adaptações simples na arquitetura urbana e no ambiente privado podem mitigar o sofrimento de animais em vulnerabilidade e servir de modelo de convivência harmoniosa nas cidades.
Fonte: ANDA, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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