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No Dia do Idoso, CRMV-SP cita problemas de locomoção comuns em pets com idade avançada

As dificuldades costumam acontecer a partir dos sete anos dos animais de companhia

Cães e gatos, mesmo em idade mais avançada, costumam ser ativos e brincalhões se a saúde está em dia, especialmente os de pequeno porte. É natural, também, que, com o decorrer dos anos, os ossos fiquem mais fracos, a coluna mais cansada e as articulações desgastadas. Como consequência, problemas de locomoção começam a aparecer.

Neste caso, os bichos idosos podem apresentar algumas dificuldades, como caminhar, deitar, se alimentar ou encontrar uma posição confortável para dormir. Ou, ainda, pode haver alterações de comportamento, como não aceitar mais carinhos e brincadeiras. Por isso, neste Dia do Idoso, celebrado em 1° de outubro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) ajuda a entender quais são as doenças mais comuns nos animais mais velhos e como identificar alguns sinais.

Ao notar qualquer alteração, é importante levar o animal para uma avaliação clínica e, se necessário, iniciar o tratamento mais adequado. Os cuidados podem incluir exercícios, fisioterapia, acupuntura, dietas específicas, medicação e até intervenção cirúrgica. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de promover qualidade de vida e longevidade ao cão ou gato.

Durante o tratamento, os animais podem contar com um conjunto de técnicas para a reabilitação e garantia de bem-estar, inclusive semelhantes ao que é oferecido para o ser humano. “Elas são adaptadas à anatomia do animal, assim como a fisiopatologia e biomecânica. É importante dizer que essas técnicas não são invasivas e, na maioria das vezes, promovem a melhora da dor e proporcionam conforto ao paciente”, explica a médica-veterinária integrante da Comissão Técnica de Fisioterapia Veterinária do CRMV-SP, Maira Rezende Formenton.

Segundo ela, os métodos incluem tratamento com laser, TENS (estimulação elétrica transcutânea), massagem, exercícios e até hidroterapia, que fazem parte da rotina fisioterápica. Em cães idosos, revela Maira, são frequentes algumas doenças como hérnias de disco, dores articulares, displasias, obesidade e dores musculares. No caso dos felinos, as artroses têm grande incidência. 

Para a médica-veterinária, especialmente em função do crescente número de animais com idade mais avançada, é possível perceber o crescimento da preocupação dos tutores com a qualidade de vida do animal nesta fase. “A proximidade com o pet faz com que os tutores busquem o melhor da medicina, não importa quão idoso seja. Isso é uma revolução vista nas últimas décadas e abre um grande campo na medicina veterinária: a geriatria”, discorre.

Dificuldades para caminhar, deitar, se alimentar ou para encontrar uma posição confortável para dormir podem ser sinais de algum problema (Foto: reprodução)

Entre os problemas de locomoção que podem resultar nos sinais mencionados anteriormente, cinco estão entre os mais comuns: articulações (osteoartrose), displasia coxofemoral, hérnia de disco, luxação de patela e osteocondrose. A lista abaixo detalha um pouco mais sobre cada um deles.

Osteoartrose. É uma doença degenerativa que atinge as articulações e é uma causa comum de dor nos pets. Isso ocorre pelo desgaste das articulações, sendo frequente em animais idosos, podendo ser agravado pela obesidade ou por viver em piso liso e subir em camas e sofás muito altos. Não há cura para a osteoartrose, mas, com tratamento adequado, a dor pode ser aliviada e o animal pode ter uma vida próxima do normal.

Displasia de quadril. A displasia de quadril ou displasia coxofemoral tem geralmente como causa o fator genético ou hereditário. Os sinais clínicos, como a dor, podem ser piorados por excesso de exercício físico ou sobrepeso, sedentarismo e até condições do local onde o animal vive, como apartamentos de pisos lisos, por exemplo. O problema acontece pela malformação na articulação do quadril, o que não permite que o fêmur se encaixe corretamente. Nestes casos, movimentos básicos, como andar, correr e sentar ficam comprometidos. É comum ver o animal nesta condição mancar ou manter a pata elevada, pois não consegue encostar no chão.

Hérnia de disco. A hérnia de disco ou discopatia é uma degeneração da coluna vertebral. Assim como a displasia, pode ser causada por malformações na coluna ou adquirida por microtraumas/esforços frequentes. O disco intervertebral funciona como uma espécie de amortecedor contra choques e danos. A perda de seu conteúdo “gelatinoso”, que é a chamada hérnia de disco, pode causar dor e afetar a medula espinhal. Por vezes, a consequência pode ser a perda da comunicação do cérebro com os membros do corpo. Quando há calcificação em estado “petrificado”, deixa de exercer a função de amortecedor. Em casos mais graves, além de dor, dificuldade de locomoção e fraqueza, provoca incontinência urinária e fecal, e até paralisia, com perda de movimento dos membros. 

Luxação de patela. A luxação de patela é a inimiga dos joelhos, principalmente nas raças pequenas, que têm mais facilidade para correr e subir pelos móveis da casa. Quando a patela, que é um osso pequeno do joelho, sofre luxação, o animal se movimenta de maneira anormal. Ele, geralmente, começa a mancar e sente dificuldade em apoiar a pata no chão, além de favorecer a ruptura do ligamento cruzado do joelho.

Osteocondrose. A osteocondrose costuma atacar os ombros, além de cotovelo, punho e joelho. A região fica fragilizada e podem ocorrer lesões. Isso ocorre pela lentidão da maturação da cartilagem, que pode ser genética ou ocasionada por um crescimento acelerado, excesso de cálcio na alimentação e rápido ganho de peso do animal. A osteocondrose faz com que a região acometida fique frágil e haja desgaste articular, por exemplo, podendo causar inflamação e muita dor.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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