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    Está proibido proibir: nova lei garante presença de pets em prédios

    Norma aprovada na cidade de Santos estabelece multas a administradores que desobedecerem a ordem

    Está proibido proibir: nova lei garante presença de pets em prédios
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    4 de novembro de 2025
    Última atualização: 04/11/2025 - 12:43

    A cidade de Santos (SP) acaba de aprovar uma nova lei que proíbe a restrição de pets em condomínios. A norma ainda estabelece multas que podem chegar a R$ 10 mil para administradores que desobedecerem a legislação.

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    A fiscalização poderá ocorrer tanto por meio de denúncias à prefeitura quanto por via judicial.

    A medida alinha o município ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconhece o direito dos tutores de manter seus animais nas unidades privadas, desde que respeitados os critérios de segurança, higiene e convivência.

    Para o advogado Leandro Petraglia, especialista em Direito Animal, a decisão representa um importante marco.

    “Na prática, a lei reafirma algo que o Judiciário já vinha decidindo há anos: é proibido proibir. O tutor tem o direito de conviver com seu animal dentro da propriedade, que é um direito fundamental garantido pela Constituição”, explica o jurista.

    Petraglia observa que muitos edifícios em Santos ainda mantêm convenções internas antigas, com cláusulas que vedam a presença de animais.

    “Essa atualização traz segurança jurídica para todos os lados — síndicos, administradores e tutores. Ela deixa claro que essas normas ultrapassadas não têm mais validade”, acrescenta.

    Está proibido proibir: nova lei garante presença de pets em prédios
    A norma estabelece multas que podem chegar a R$ 10 mil (Foto: Reprodução)

    Cuidados com os pets

    O especialista lembra, no entanto, que a liberdade vem acompanhada de responsabilidades. O tutor deve garantir que o pet não cause incômodo ou risco à coletividade, respeitando regras de convivência.

    “O condomínio pode criar normas equilibradas, como horários de circulação, uso de focinheira para cães de grande porte ou transporte em caixas. O que não pode é impor exigências abusivas que inviabilizem o convívio”, ressalta.

    Entre as restrições ilegais, ele cita casos em que síndicos obrigam que cães grandes sejam carregados no colo ou impeçam o uso de elevadores.

    “Essas medidas são desproporcionais e ferem o direito de propriedade. O animal precisa ter acesso seguro à unidade, e o condomínio deve proporcionar isso com bom senso”, explica Petraglia.

    Em eventuais conflitos envolvendo barulho, comportamento agressivo ou reclamações entre vizinhos, a orientação é buscar o diálogo.

    “Tudo deve começar com o registro da ocorrência e a tentativa de mediação. O condomínio é um espaço coletivo, e as diferenças fazem parte da vida em comunidade. O bom senso deve vir antes de qualquer punição”, defende o advogado.

    Fonte: Diário do Litoral, adaptado pela equipe Cães e Gatos.

    FAQ sobre a lei que garante presença de pets em condomínios

    O que a nova lei garante?

    A lei proíbe a restrição de pets em condomínios e estabelece multas que podem chegar a R$ 10 mil para administradores que desobedecerem a legislação.

    Por que a lei foi criada em Santos?

    De acordo com o especialista, a norma foi criada porque muitos edifícios na cidade ainda mantêm convenções internas antigas, com cláusulas que vedam a presença de animais.

    Em casos de conflitos, o que deve ser feito?

    Em eventuais conflitos envolvendo barulho, comportamento agressivo ou reclamações entre vizinhos, a orientação é buscar o diálogo.

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