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Novos casos de raiva acendem alerta para vacinação

Mesmo com poucos registros da doença no Brasil, imunização deve ser feita anualmente

Novos casos de raiva acendem alerta para vacinação
Por Equipe Cães&Gatos
17 de agosto de 2023

Doença séria e letal, a raiva atinge tanto animais quanto seres humanos. Mesmo com poucos casos registrados no Brasil, a médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), do Grupo UniEduK, Aline Ambrogi, alerta sobre a importância de vacinar os pets anualmente, já que a vacina é a única forma de prevenção contra a doença.

Entre 2010 e 2023, 47 casos de raiva humana foram registrados no Brasil. O número, do Ministério da Saúde, pode parecer pequeno; mas, há uma grande preocupação das autoridades devido ao reaparecimento de casos. 

No ano passado, por exemplo, foram cinco mortes; enquanto que este ano dois óbitos já foram registrados por conta da doença. No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, a raiva humana mata 70 mil pessoas todos os anos.

Fato é que a raiva humana ainda não tem cura. Historicamente, apenas duas pessoas foram curadas no Brasil. Por isso, agir de forma preventiva é a melhor decisão, e a única maneira de garantir proteção é por meio da vacinação.

“A vacinação de cães e gatos é obrigatória em território nacional e isso se justifica porque é a maneira mais eficaz de controle da doença na zona urbana. A doença se desenvolve apenas em mamíferos e, na área urbana, cães e gatos são os responsáveis por sua disseminação entre humanos. Já na zona rural, os morcegos são os principais responsáveis pela disseminação da doença e acabam afetando os bovinos e equinos”, salienta Aline.

Vacinação é a única forma de prevenção contra a raiva, em animais e humanos (Foto: divulgação)

A médica-veterinária ressalta que cães e gatos devem ser vacinados contra a doença a partir dos 3 meses de vida e, posteriormente, deve-se fazer o reforço anual. Bovinos e equinos também devem ser imunizados todos os anos. 

Em humanos a vacina é administrada em casos específicos, como em profissionais que estão em risco permanente, tais como médicos-veterinários, trabalhadores rurais e pessoas que atuam em laboratórios.

A transmissão ocorre a partir do contato da saliva do animal infectado pelo vírus Lyssavirus, da família Rabhdoviridae, com a mucosa e pele de outros animais ou pessoas sadias, através de mordeduras, arranhaduras e lambeduras. No organismo, o patógeno começa a se disseminar, podendo ser em ritmo mais lento ou rápido.

Entre os sintomas da raiva humana, estão o mal-estar geral, aumento da temperatura, anorexia, dor de cabeça, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade e sensação de angústia.

O grande perigo é quando a doença avança e atinge o sistema nervoso, causando febre, delírios, espasmos musculares involuntários e convulsões, podendo levar animais e pessoas a óbito. Segundo a médica-veterinária da UniFAJ, o diagnóstico não é tão simples.

“Embora existam testes para a identificação do vírus, é difícil diagnosticar a doença clinicamente, pois no início ela apresenta sintomatologia inespecífica”, ressalta Aline, finalizando: “Em seres humanos, para confirmar a suspeita, realiza-se o exame de córnea do paciente. Já nos animais, muitas vezes as amostras e a confirmação vem após ele ter sido eutanasiado ou ter vindo à óbito.”

Fonte: Grupo UniEduK, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.