A obesidade é um problema cada vez mais comum na clínica de pequenos animais e tratá-la pode ser um desafio, pois o sucesso do tratamento depende de diferentes fatores, como a adesão do responsável ao plano de emagrecimento, a ida a consultas regulares para acompanhamento, a adequada reeducação alimentar, o fornecimento de uma dieta coadjuvante para obesidade e o ajuste da quantidade de alimento ao longo do tratamento.
Aspectos importantes a serem considerados
Segundo Maria Eduarda Tozato, médica-veterinária com residência em Nutrição e Nutrição Clínica de Cães e Gatos, mestre em Clínica Médica e doutora em Ciências Veterinárias, ao acompanhar um animal que parou de perder peso é importante que o médico-veterinário verifique todos os aspectos que interferem no tratamento.
“O primeiro passo é verificar a adesão dos responsáveis pelo animal ao manejo nutricional, confirmando se a dieta coadjuvante para obesidade está sendo oferecida na quantidade recomendada e devidamente pesada em balança digital. Também é importante investigar possíveis fontes adicionais de calorias, como alimentos usados para administrar medicamentos, suplementos mastigáveis, acesso à comida de outros animais e oferta de frutas”, explica.
Maria Eduarda pontua também que os principais fatores associados à estagnação da perda de peso são reduções sutis no nível de atividade física, que podem passar despercebidas, e a falta de ajustes na quantidade diária de alimento ao longo do programa, já que a necessidade energética para perda de peso do animal se modifica durante o processo.
Por fim, a profissional destaca a importância de investigar possíveis doenças e o uso de medicamentos que possam interferir no emagrecimento.

Mix feeding como aliado
Tozato cita também que uma das estratégias que pode contribuir para a adesão dos responsáveis pelos cães às orientações de manejo alimentar é a adoção do mix feeding.
“Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o mix feeding com as versões seca e úmida de uma dieta coadjuvante para obesidade, na proporção de 80:20 (seco:úmido), reduziu em 2,18 meses o tempo necessário para os cães atingirem o ECC ideal, em comparação aos animais alimentados exclusivamente com a versão seca”, afirma a profissional.
Desta forma, quando um portfólio coadjuvante conta com opções úmidas do alimento para obesidade, o programa de perda de peso é favorecido, uma vez que o mix feeding é uma das estratégias que contribui para a adesão do responsável e o sucesso no tratamento da obesidade.
Os alimentos utilizados no estudo citado por Maria Eduarda foram as versões seca e úmida da Fórmula Natural Vet Care Obesidade Cães, disponível para cães adultos de portes mini e pequeno e médio e grande.
Portanto, o enfrentamento da obesidade em cães exige um olhar clínico atento aos detalhes que muitas vezes passam despercebidos na rotina, desde a precisão no manejo alimentar até a identificação de fatores comportamentais, metabólicos e terapêuticos que podem comprometer a evolução do paciente.
Nesse contexto, estratégias que favoreçam a adesão do responsável, como o uso de dietas coadjuvantes e a possibilidade de associação entre alimento seco e úmido, podem fazer diferença concreta nos resultados.

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