De acordo com estudos recentes, 53% dos cães e 61% dos gatos estão obesos. Mas, seria a polifagia a real causadora dessa condição? Esse foi um dos temas abordados no primeiro dia de palestras do Animal Health 2026, evento realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, de 10 a 12 de março.
Ministrada por Daniela Ramos, médica-veterinária mestre, doutora e pós-doutora em Comportamento Animal, e Viviani di Marco, médica-veterinária mestre em Clínica Médica, doutora em Endocrinologia Veterinária e sócia fundadora da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (ABEV), a apresentação foi patrocinada pela Nestlé Purina e discutiu todos os aspectos fisiológicos e comportamentais por trás da polifagia.
Para iniciar, Viviani destacou que, primeiramente, é preciso definir se o aumento anormal e persistente da ingestão de alimentos é patológico ou comportamental.
A polifagia patológica é dividida em primária e secundária. A primária pode ser causada por danos diretos ao hipotálamo, como tumores e traumas, enquanto a secundária – também chamada de metabólica – está associada a doenças que afetam o balanço energético ou a sinalização hormonal, como diabetes, hipercortisolismo e hipertireoidismo.
Por outro lado, a polifagia psicogênica / comportamental ocorre quando o animal “aprende” que o ato de comer ou pedir comida gera uma interação social prazerosa com o seu responsável.
“É importante destacar que os fatores comportamentais vão sempre estar presentes na polifagia, mesmo que exista uma doença de base associada”, relatou Daniela.
Além disso, a polifagia pode estar associada ao ganho ou perda de peso. Quando está interligada ao ganho de peso, dentre as suas causas estão hipercortisolismo, uso de medicações, como fenobarbital, e erros de manejo.
Já quando existe perda de peso, as possíveis causas são diabetes mellitus, insuficiência pancreática exócrina ou hipertireoidismo, por exemplo.

Triagem do paciente polifágico
A triagem é de suma importância para entender o que está desencadeando a polifagia. Logo, durante o atendimento do animal deve-se realizar exame clínico completo e anamnese nutricional.
Coletar informações como qual é o tipo de alimentação, quantidade diária, doenças associadas ou prévias, uso de medicações e hábitos da família fazem a diferença.
Com base nisso, é possível correlacionar a condição com outros sinais clínicos comuns das endocrinopatias. Dentre eles, estão:
- Poliúria;
- Polidipsia;
- Ganho de peso;
- Letargia;
- Alterações cutâneas.
Para chegar ao diagnóstico, os dados coletados na anamnese e no exame físico devem ser avaliados em conjunto com o resultado de alguns exames, como hemograma completo, triglicérides, colesterol, ALT, FA, ultrassom abdominal, urinálise e dosagens hormonais.
Tratamento da obesidade e manejo da polifagia
O tratamento da obesidade engloba uma série de ações, que envolvem médico-veterinário e responsável. São elas:
- Conscientização e comprometimento do responsável quanto a condição do animal;
- Comunicação efetiva sobre obesidade;
- Programa de perda de peso individualizado;
- Prescrição de dieta coadjuvante para obesidade com cálculo preciso de quantidades diárias;
- Não enxergar os petiscos como vilões, pois eles podem ser aliados;
- Entender os hábitos e necessidades do pet e da família;
- Estimular a atividade física e brincadeiras.
Por saber da importância do controle da obesidade em cães e gatos atualmente, a Nestlé Purina não somente foi a patrocinadora oficial da palestra, como também oferece o alimento Pro Plan Veterinary Diets OM (Overweight Management), disponível para cães e gatos.
“O Pro Plan Veterinary Diets OM é um produto coadjuvante e grande aliado no processo de perda de peso. Para isso, possui isoflavona na formulação pra cães e maior percentual de proteína na fórmula pra gatos. Através dessa composição é possível manter a massa magra estabilizada e promover um manejo de peso saudável”, afirmam Priscila Rodrigues, gerente de informação veterinária da Nestlé Purina, e Tatiana Vita, representante de informação veterinária da Nestlé Purina.
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