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Professores da FMVZ-Unesp criam aplicativo com informações sobre a raiva em pets e humanos

App RaivaMata foi criado pelos veterinários José Rafael Modolo e Selene Daniela Babboni

Cláudia Guimarães, em casa

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Os médicos-veterinários José Rafael Modolo e Selene Daniela Babboni, professores na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade Estadual Paulista, campus Botucatu-SP (FMVZ-Unesp), acabam de lançar o aplicativo RaivaMata.

De utilização rápida, didática e de fácil entendimento, o app traz informações clínicas e epidemiológicas precisas e direcionadas sobre a raiva de cães, gatos e humanos para procedimentos e condutas contra a raiva nesses animais e nas pessoas com pós-exposição ao vírus rábico.

Segundo Modolo, a raiva é uma doença de ocorrência e preocupação mundial, inclusive no Brasil, por ser potencialmente fatal em quase 100% das vítimas humanas e apresentar consideráveis gastos aos órgãos públicos nos tratamentos pós-exposição ao vírus pelas vítimas, sendo o cão com raiva o principal transmissor dessa zoonose no mundo.

“É imprescindível que os profissionais da saúde tenham conhecimentos atualizados como apoio no processo de tomada de decisões sobre a raiva, onde a educação sanitária permanente tem considerável importância, contribuindo para aumentar a chance de sucesso no combate a essa doença”, defendem os criadores do app.

Raiva Mata está disponível gratuitamente no sistema Android. Em breve, também para iOS, já que a plataforma aguarda revisão técnica da Apple.

Dados epidemiológicos

No aplicativo, é possível conferir informações específicas sobre a raiva, como ciclo, reservatório, patogenia e períodos de incubação e transmissão, sintomas em pets e humanos, diagnóstico, tratamento e prevenção. A plataforma também disponibiliza informações sobre epidemiologia, entre elas, aponta que, na vigilância da raiva, os dados epidemiológicos são essenciais tanto para os profissionais de saúde, a fim de que seja tomada a decisão de profilaxia de pós-exposição em tempo oportuno, quanto para os médicos-veterinários, que devem adotar medidas de bloqueio de foco e controle animal.

“Assim, a integração entre assistência médica e as vigilâncias epidemiológicas/ambientais é imprescindível para o controle dessa zoonose”, é destacado pelos autores.

A raiva ocorre em todos os continentes, com exceção da Oceania e Antártida e é endêmica, na maioria dos países africanos e asiáticos. A distribuição da doença não é uniforme, podendo haver algumas áreas livres e outras de baixa ou alta endemicidade, apresentando, em alguns momentos, formas epizoóticas.

Segundo os profissionais, em cães e gatos, a forma mais comum é a raiva furiosa, em que predomina a agressividade. Os animais não respondem mais ao chamado de seus tutores e procuram se esconder embaixo de diferentes móveis. Passado esse período, que dura em torno de dois a quatro dias, eles se tornam agressivos, mordem objetos e atacam outros animais e até pessoas da própria casa. Alguns mordem a si mesmos, muitas vezes, provocando graves ferimentos.

Outro sintoma característico é a salivação em grande quantidade, devido à paralisação da musculatura responsável pela deglutição. O animal para de engolir saliva, água ou alimentos e, quando tenta fazer, sente dor e pode ficar ainda mais agressivos. A morte, comumente, ocorre de cinco a 10 dias após o surgimento dos sintomas clínicos.

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