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Profissional defende que Medicina Veterinária Integrativa é “tratar o todo”

Extensão inclui partes emocionais, sociais, mentais e espirituais

Wellington Torres, de casa

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Assim como nas tratativas humanas, a Medicina Veterinária explora diversas facetas para melhor atender os seus pacientes. Dentro do guarda-chuva de cuidados aos animais, se encontra a Medicina Veterinária Integrativa.

De acordo com a médica-veterinária especialista em Anestesia, Oncologia, Ozonioterapia e Acupuntura, para o Agro MP, Janaina Biotto, a vertente nada mais é do que a associação dos tratamentos convencionais com as terapias complementares. Para entendermos melhor a tratativa, nós da C&G VF, contatamos outro profissional para falar sobre o tema.

Em movimentação constante nas redes sociais, o médico-veterinário e terapeuta holístico, Luan Robaina Sousa, tem chamado atenção de seus seguidores para o tema. Segundo o profissional, “nas terapias integrativas, são tratados os corpos energéticos e físicos ao mesmo tempo”.

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Há possibilidade de complementar o tratamento convencional com terapias integrativas, como reiki, cromoterapia, homeopatia, acupuntura, fitoterapia e aromaterapia (Foto: reprodução)

“No enfoque ‘holístico’, a doença do corpo físico é apenas e tão somente o reflexo ou a somatização das desarmonias já existentes nos corpos energéticos e/ou emocional. Sendo assim, a medicina integrativa na Veterinária é ter o olhar ‘humanizado’, permitindo mostrar que os animais possuem emoção e que, muitas vezes, uma doença pode ‘piorar ou melhorar’, dependendo do estado emocional dos mesmos”, explica o Sousa, complementando que a extensão oferta “o olhar para o animal como um ‘todo’, incluindo partes emocionais, sociais, mentais e espirituais e não somente a doença específica a ser tratada”.

Por isso, para que seja posta em prática, há possibilidade de complementar o tratamento convencional com terapias integrativas, como reiki, cromoterapia, homeopatia, acupuntura, fitoterapia e aromaterapia.

Segundo o médico-veterinário, isso só ocorre pelo “olhar, pois, geralmente, o clínico convencional procura ver somente a doença e tratá-la”. “Ela é benéfica para tratar o ‘problema’ do paciente de forma global, proporcionando assim, qualidade de vida ao todo do animal”, destaca o terapeuta holístico.

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Nas terapias integrativas são tratados os corpos energéticos e físicos ao mesmo tempo (Foto: reprodução)

Nem tudo é fácil

Por ser algo além do clínico, o pré-conceito pode ser uma questão que profissionais ao escolherem trilhar este caminho deverão lidar. “Sim, ele ainda existe, por não terem conhecimento sobre algumas terapias, muitas vezes, os tutores acham que não funciona. Mas para que esse pré-conceito possa ser rompido, basta apenas informá-los sobre as técnicas. Também ele se rompe quando os tutores notam os benefícios durante o tratamento e a melhora do seu pet”, ressalta Sousa.

Contudo, para o mercado de trabalho, o médico-veterinário reforça que a Medicina Integrativa foi desenvolvida há muito tempo, segundo estudos. Porém, durante um período foi sendo ‘perdida’, “talvez por não acreditarem nas técnicas e nos benefícios delas”.

“No momento atual ela está sendo cada vez mais reconhecida, e isso permite aos veterinários mais uma área em que possa atuar e obtendo mais resultados em seus tratamentos”, afirma e convida o médico-veterinário.

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