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Referência em Bioética e Bem-Estar Animal, profissional Paixão reforça a importância das mulheres na ciência

Rita Leal Paixão relembra os marcos de sua trajetória profissional e aborda o papel das mulheres no meio acadêmico e na pesquisa em Medicina Veterinária

Referência em Bioética e Bem-Estar Animal, profissional Paixão reforça a importância das mulheres na ciência
Por Cláudia Guimarães
8 de março de 2025

A presença feminina na Medicina Veterinária tem crescido cada vez mais ao longo dos anos, e as médicas-veterinárias vêm ocupando funções importantes e transformando o mercado, não apenas na clínica, mas, também, no cenário acadêmico, por exemplo. Portanto, neste Dia Internacional da Mulher, escolhemos a médica-veterinária, professora titular do Instituto Biomédico, da Universidade Federal Fluminense (UFF),  Rita Leal Paixão, como personagem para destacar suas conquistas, desafios e contribuições para a pesquisa, o ensino e o avanço da Medicina Veterinária.

Rita conta que, desde a infância, queria ser veterinária, motivada pelo amor aos animais e ser professora da UFF também foi uma escolha precoce (Foto: divulgação)

Rita compartilha que a Medicina Veterinária foi uma escolha desde sempre, isto é, desde a infância já dizia que queria ser veterinária, motivada pelo amor aos animais. “Também gostei muito da Filosofia quando tive contato, ainda no colégio. Porém, foi depois de iniciar meu trabalho no campo da Bioética que percebi que a Filosofia complementava a abordagem que eu gostaria de fazer – sobre como devemos tratar os animais e, então, resolvi cursar, também, Filosofia. De fato, ela é fundamental para trabalhar a questão da ética animal”, revela.

Segundo ela, ser professora da UFF também foi uma escolha precoce. “Desde o primeiro período do curso, pensei que gostaria de ser professora universitária. Quando cursei Fisiologia, me apaixonei pela disciplina e, ao final do período, já falei com o professor que gostaria de ser docente. Assim, iniciei monitoria na disciplina e, logo que me formei, tive a sorte de poder fazer um concurso”, narra.

Naquela época, abria concurso para professora auxiliar, ou seja, era possível fazer o concurso para, então, iniciar a carreira acadêmica. Rita conta que se dedicou ao máximo, pois era uma grande oportunidade de realizar o sonho de ser professora da UFF e foi aprovada em primeiro lugar. “Logo depois, fiz o mestrado, com o intuito de me tornar uma pesquisadora, porém, fiz o que era mais acessível na época. Porém, no doutorado, já escolhi o tema que realmente gostava e que se tornaria meu campo de atuação, pois foi no doutorado que iniciei meus estudos em Bioética”, complementa.

Assim, em sua visão, os maiores desafios foram, também, grandes oportunidades, visto que trabalhou com áreas que estavam iniciando no Brasil, tais como a Bioética e o Bem-Estar Animal. “Nesse sentido, os maiores desafios estavam associados a demonstrar a importância desses temas e inseri-los na Academia, mas também permitiram maior visibilidade por serem novidades necessárias”, observa.