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Resistência bacteriana avança e desafia tratamentos em humanos e pets

Diagnóstico correto e antibiótico ideal são armas contra a resistência em cães e gatos

Resistência bacteriana avança e desafia tratamentos em humanos e pets
Por Equipe Cães&Gatos
22 de maio de 2025

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reiterou, recentemente, que os antibióticos atualmente em desenvolvimento não são suficientes para conter o avanço da resistência bacteriana aos medicamentos já existentes.

Automedicação, dosagem incorreta, interrupção precoce do tratamento, prescrições inadequadas e facilidade de aquisição facilitam a resistência bacteriana (Foto: reprodução)

Sobre isso, a médica-veterinária e coordenadora de Serviços Técnicos da Unidade Pet da Vetoquinol Saúde Animal, Patricia Guimarães, comenta que a dificuldade da ciência em lançar opções terapêuticas eficazes aliada ao avanço contínuo de novos mecanismos de resistência bacteriana frente aos antibióticos mais eficazes representa uma ameaça real à saúde de animais e, também, dos seres humanos, desenhando um cenário preocupante para o futuro próximo.

Segundo a profissional, o uso inadequado dos antibióticos, que inclui automedicação, dosagem incorreta, interrupção precoce do tratamento, prescrições inadequadas e facilidade de aquisição, está entre os principais fatores que facilitam a resistência bacteriana. O uso de antibióticos de baixa qualidade ou que não são indicados para aquela finalidade agravam o problema.

“Os microrganismos, de forma natural, interagem com o ecossistema e sempre haverá aqueles que resistem aos medicamentos — isso faz parte da dinâmica da natureza. O que nos preocupa é que o uso indevido de antibióticos está acelerando esse processo”, declara.

Patricia ainda informa que, com a convivência cada vez mais próxima entre humanos e animais de estimação, a transmissão cruzada dessas bactérias resistentes se torna ainda mais provável. “Estudos têm mostrado que bactérias resistentes a antibióticos podem ser transmitidas entre cães, gatos e humanos, aumentando o risco de infecções e serem difíceis de tratar”, alerta.