A doença renal crônica (DRC) corresponde à perda da função renal pela presença de lesões renais irreversíveis e progressivas nos rins, com perda estrutural, diminuição da taxa de filtração glomerular e acúmulo de substâncias tóxicas no organismo. O tratamento, bem como o prognóstico, varia de acordo com o estágio da doença (figura 1).

A nutrição é considerada há décadas um dos principais pilares do manejo da DRC e auxilia no controle dos sinais clínicos e na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, do peso e da massa magra. Dentre os nutrientes que requerem modificações nas dietas para pacientes DRC, destacam-se a proteína e o fósforo.
A degradação da proteína (seja ela dietética ou endógena, proveniente da degradação da massa magra) é responsável pelo acúmulo de metabólitos nitrogenados que, não sendo filtrados pelos rins, causam a maioria dos sinais clínicos. Embora haja muita controvérsia, a recomendação atual é que não haja redução na quantidade de proteína em estágios iniciais para promover manutenção da massa magra e que a proteína seja de alta digestibilidade e possua perfil de aminoácidos adequado. Entretanto, uma vez instalada a perda de proteína na urina, recomenda-se a diminuição da ingestão de proteína para reduzir a proteinúria, isso já foi relatado em inúmeros estudos publicados em revistas de alto impacto.
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