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Veterinários explicam a síndrome do gato paraquedista e quais os primeiros passos no atendimento

Síndrome corresponde às lesões causadas no animal devido à queda de lugares altos

Estando dentro de casa, os gatos, que são animais muito curiosos, podem tentar se aventurar nas janelas e sacadas para ver pássaros ou lagartixas, por exemplo e, se não houver rede de proteção, cair e acabar se machucando. Quando esse comportamento é repetitivo e resulta em fraturas, temos um problema conhecido como síndrome do gato paraquedista.

De acordo com a médica-veterinária, CEO da Clínica Veterinária Cats Riboldi, Mônica Riboldi Teixeira, foi constatado que, quando esses animais caem de uma altura de sete andares ou mais, possuem a habilidade de rotacionar o corpo para corrigir a postura, abrir os membros como num voo planado (paraquedista) e, consequentemente, reduzir a velocidade na queda. “Ela também pode ser conhecida como: “síndrome do gato voador”, que está relacionado ao fato do gato saltar de andares muito altos, sem noção real da distância a qual ele se encontra do chão”, explica.

O termo “gato paraquedista” surgiu na Literatura Veterinária em 1976, quando foi publicado o primeiro relato de caso.  Já em 1987, um estudo retrospectivo sobre a síndrome incluía 132 gatos atendidos no Animal Medical Center (Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos).

A médica-veterinária, que realiza atendimento especializado em felinos no Hospital Pet Care, Vanice Correto Dutra Allemand, explica que a síndrome do gato paraquedista é o nome dado aos gatos que sofrem lesões por quedas de alturas importantes, geralmente, do alto de janelas ou sacadas de prédios. “Esse problema comumente acontece com animais jovens (mais comum abaixo de quatro anos, apesar de poder ocorrer com animais de qualquer idade), quando se distraem, brincando ou dormindo no parapeito de janelas ou sacadas e, portanto, está muito mais relacionado com razões comportamentais”, comenta. 

Ao se deparar com uma situação dessa no consultório, é importante saber quais passos seguir no atendimento desse paciente. 

Mônica lista o passo a passo: 

1° Colocar o animal em oxigenioterapia;

2° verificar se há fenda palatina traumática;

3° Canular a veia e colocar na fluído;

4° Fazer radiografia para ver se há ruptura de diafragma;

5° Ultrassom abdominal para verificar se há lesão em algum órgão interno;

6° Estabiliza o animal;

7° Iniciar os procedimentos de analgesia e preparação para correção cirúrgica, caso haja necessidade, havendo, dar preferência para aquela mais vital.

Vanice lista as principais lesões causadas na queda: fraturas nos membros e na pelve, contusões, contusões pulmonares e suas consequências, lesões em face (incluindo fraturas em mandíbula, dentárias e de palato), lesões abdominais, choque e morte.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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(Foto: C&G VF)

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