A confirmação de casos de raiva canina em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, e na região do Lago Norte, no Distrito Federal, acendeu o alerta epidemiológico nas duas localidades.
Em ambos os municípios, as ocorrências interromperam marcas históricas: a cidade paulista não registrava a doença há quase 30 anos, enquanto o DF não diagnosticava a variante em cães desde o ano 2000.
No caso paulista, a infecção ocorreu em uma cadela da raça Pastor Belga Malinois, de um ano de idade, que não havia sido vacinada. O animal apresentou sintomas neurológicos graves, foi internado em uma clínica veterinária e morreu no dia 7 de agosto. A confirmação do vírus veio após análises de amostras coletadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e processadas pelo Instituto Pasteur.
Medidas de profilaxia e bloqueio vacinal em São Paulo
A confirmação do diagnóstico mobilizou imediatamente a Vigilância Epidemiológica municipal. O foco principal das equipes foi a aplicação do protocolo de profilaxia humana pós-exposição para responsáveis, familiares, médicos-veterinários e estudantes que tiveram contato com o animal e suas secreções.
Paralelamente, agentes de saúde iniciaram o bloqueio vacinal em um raio de 300 metros do local da ocorrência para aplicar doses de reforço em todos os cães e gatos da região.
Enquanto o Instituto Pasteur investiga qual variante infectou o animal, a prefeitura ampliou o atendimento no Centro de Zoonoses para facilitar a imunização.

Transmissão silvestre assusta moradores no Distrito Federal
Paralelamente, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou a infecção de uma cadela no Lago Norte por meio de transmissão silvestre. Segundo relatos da responsável, o animal costumava caçar em uma área com alta presença de morcegos, apresentando sintomas típicos de paralisia antes de falecer.
Como resposta, as autoridades sanitárias do DF executaram a imunização em massa de animais em um raio de 500 metros e colocaram outros dois pets da residência sob observação. Para conter o avanço do vírus, a SES-DF intensificou a Campanha de Vacinação Antirrábica em postos móveis e regionais de zoonoses.
A vigilância de ambos os estados reforça que a vacina antirrábica é gratuita, deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de vida e representa a única forma efetiva de prevenir a raiva, uma zoonose letal e sem cura.
Fonte: g1 e Metrópoles, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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