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Alerta no mercado pet: projeto de lei quer proibir feiras clandestinas e impor regras severas para venda de cães e gatos

O Projeto de Lei 4.855/2026 cria um marco regulatório nacional para combater criadouros clandestinos e impor controle sanitário rigoroso na comercialização de pets

Alerta no mercado pet: projeto de lei quer proibir feiras clandestinas e impor regras severas para venda de cães e gatos
Por Equipe Cães&Gatos
17 de agosto de 2026
Última atualização: 17/08/2026 - 18:26

O Senado Federal começou a tramitação do Projeto de Lei 4.855/2026, que promete redefinir as regras de criação e comercialização de cães e gatos no Brasil.

De autoria do senador e médico-veterinário Wellington Fagundes (PL-MT), a proposta visa criar um marco regulatório nacional para o setor, impondo exigências severas para feiras e estabelecimentos comerciais, como a obrigatoriedade de microchip de identificação, castração antes da venda e acompanhamento sanitário contínuo.

O objetivo central da medida é fechar o cerco contra a comercialização informal, barrar “fábricas de filhotes” e proibir feiras irregulares. Segundo o autor da proposta, o mercado brasileiro ainda opera em uma “zona cinzenta”, na qual matrizes e filhotes são frequentemente expostos a condições insalubres e comercializados prematuramente sem garantias de origem ou saúde.

Rastreabilidade, castração e saúde pública

Se aprovada, a nova legislação exigirá que criadores comerciais e estabelecimentos mantenham um sistema de rastreabilidade individual por meio de microchip implantado nos animais reprodutores. A medida visa garantir a transparência da cadeia de criação, facilitando a fiscalização de órgãos competentes e o combate a criadouros clandestinos.

Outro pilar de destaque no texto é a obrigatoriedade da castração dos filhotes vendidos, estratégia diretamente voltada à contenção da reprodução descontrolada, à redução dos índices de abandono urbano e ao alívio da sobrecarga em abrigos. Na entrega do animal, o estabelecimento deverá fornecer obrigatoriamente:

  • Prontuário vacinal em dia e assinado por médico-veterinário responsável;

  • Atestado de saúde do cão ou gato;

  • Guia com orientações detalhadas de manejo e guarda responsável para o comprador.

Filhotes
A proposta estabelece uma série de exigências para tornar a comercialização de cães e gatos mais rastreável e ampliar o controle sobre a origem dos animais (Foto: Kateryna Babaieva / Pexels)

Estrutura técnica e status da tramitação no Senado

Além das exigências individuais aos animais, os estabelecimentos comerciais precisarão adaptar suas instalações físicas a critérios específicos de higiene e controle de zoonoses. O descumprimento das normas sujeitará os infratores a sanções administrativas, multas e fiscalização contínua.

Apresentado no final de julho de 2026, o PL 4.855/2026 encontra-se na fase inicial do processo legislativo no Senado Federal, aguardando o despacho da Presidência para definição das comissões temáticas.

Por estar no início de sua tramitação, o texto não possui aplicação imediata e dependerá da aprovação nas comissões, no Plenário do Senado, na Câmara dos Deputados e de posterior sanção presidencial para se tornar lei federal.

Fonte: Gazeta de S. Paulo, adaptado pela equipe Cães&Gatos.