A macaca-prego Chica, que ficou conhecida nacionalmente ao ser diagnosticada com um caso raro de diabetes mellitus na natureza, morreu nesta semana em Uberaba (MG). O animal estava internado no Hospital Veterinário da Uniube (HVU) com um quadro grave de hiperglicemia associado à necrose em uma das patas.
Na tentativa de salvar a vida de Chica, a equipe médica veterinária realizou uma cirurgia de emergência para a amputação do membro afetado. No entanto, o animal não apresentou a recuperação esperada e teve uma piora progressiva em seu estado de saúde.
Diante da falta de resposta às terapias, do avanço das complicações e do sofrimento do primata, os veterinários optaram pela eutanásia ética, seguindo rigorosos critérios técnicos e de bem-estar animal.
Comida humana e os riscos do diagnóstico raro em primatas
O caso de Chica mobilizou especialistas por se tratar de um diagnóstico extremamente raro entre primatas que vivem livres. A macaca foi resgatada em janeiro deste ano na parque Mata do Ipê, em Uberaba, após ser encontrada apática por servidores municipais.
Segundo o médico-veterinário Cláudio Yudi, a causa mais provável para o surgimento da diabetes foi o consumo frequente e prolongado de alimentos inadequados e ultraprocessados oferecidos por visitantes do parque.
Após ter a saúde estabilizada e passar por readequação alimentar no hospital, ficou determinado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) que Chica não poderia retornar à vida livre, já que necessitava de monitoramento constante de glicemia e dieta especial. O animal aguardava a transferência para um mantenedor autorizado de fauna silvestre quando o quadro se agravou.

Orientação e cuidados ao encontrar animais silvestres
A morte de Chica acende um alerta sobre o impacto da interferência humana no comportamento e na saúde da fauna nativa. Especialistas reforçam que oferecer ultraprocessados, pães ou doces a animais silvestres altera o metabolismo das espécies e pode causar desnutrição grave, infecções e doenças crônicas letais.
Caso encontre um animal silvestre ferido ou em ambiente urbano, siga as recomendações:
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Não ofereça alimentos ou água: a dieta inadequada pode agravar o estado do animal;
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Mantenha distância: evite tentar capturar o animal para não gerar estresse ou acidentes;
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Acione os órgãos competentes: entre em contato com a Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros ou o órgão ambiental do seu município.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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