Os responsáveis de Poze, um dos “frentiscães” de Campinas (SP), decidiram retornar ao Brasil após a confirmação da morte do animal na Patagônia, Argentina. A família, que enfrentará um trajeto de 3,3 mil quilômetros, afirmou que busca orientação jurídica para esclarecer o caso e apurar possíveis maus-tratos.
O vira-lata de 5 anos desapareceu no dia 12 de julho enquanto a família estava hospedada em um camping na cidade de El Bolsón.
Como foram as buscas pelo animal na Argentina?
As buscas mobilizaram moradores e a imprensa local, mas enfrentaram grandes obstáculos geográficos e climáticos, como chuva, frio e terreno de difícil acesso. O dispositivo de rastreamento do cão também não funcionou devido à falta de sinal de internet na área rural.
Após o cancelamento de uma força-tarefa no fim de semana por novas informações, os responsáveis confirmaram a morte do pet.
“Encontramos uma advogada especialista em casos de maus-tratos que pode nos ajudar a buscar justiça pelo Poze. Precisamos agir antes de falar”, explicaram os responsáveis nas redes sociais.

Quem era Poze, o ‘frentiscão’ de Campinas?
Ex-cão de rua, Poze foi acolhido ainda filhote em um posto de combustíveis em Campinas e acabou sendo adotado pela família do gerente. Na unidade, ele ganhou uniforme e passou a ‘trabalhar’ ao lado de outros cães resgatados.
A rotina dos “frentiscães” conquistou a internet e ultrapassou a marca de 1,1 milhão de seguidores. Poze recebia o nome em homenagem ao cantor de funk Poze do Rodo, dividindo a casa com os cães Matuê, Nagalli e Flávia.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
