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Ancestralidade dos gatos explica baixa ingestão de água e alerta para cuidados urinários

Na Semana do Gato, especialistas destacam como a origem em ambientes áridos influencia a hidratação e reforça a importância do manejo nutricional e ambiental

Ancestralidade dos gatos explica baixa ingestão de água e alerta para cuidados urinários
Por Equipe Cães&Gatos
19 de fevereiro de 2026
Última atualização: 19/02/2026 - 15:10

Durante a Semana do Gato, celebrada em torno do Dia Mundial do Gato, em 17 de fevereiro, cresce a atenção para aspectos muitas vezes silenciosos da saúde felina — entre eles, o baixo consumo de água. 

Longe de ser desinteresse, essa característica é resultado direto da ancestralidade da espécie. Os gatos domésticos descendem de felinos que viviam em regiões áridas, onde o acesso à água era limitado. 

Ao longo da evolução, desenvolveram a capacidade de concentrar a urina para reduzir a perda hídrica, obtendo grande parte da hidratação por meio das presas. Mesmo em ambientes urbanos, com água disponível, esse padrão fisiológico permanece.

Segundo Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, compreender essa herança é essencial para orientar os cuidados atuais. 

A profissional explica que a urina naturalmente mais concentrada pode favorecer o acúmulo de solutos e alterações no pH urinário, aumentando a predisposição a cálculos, inflamações e obstruções.

Baixa ingestão hídrica e risco urinário

Entre as condições mais associadas à baixa ingestão de água estão cristais urinários, cistites e obstruções uretrais. 

Essas enfermidades podem causar dor, desconforto e evoluir para quadros graves quando não identificadas precocemente.

A maior concentração urinária típica dos felinos contribui para a cristalização de minerais e desequilíbrios no trato urinário. 

Por isso, estratégias que estimulem o consumo de líquidos são consideradas fundamentais na rotina.

Nutrição e ambiente como aliados

Especialistas reforçam que hidratação adequada e alimentação completa e balanceada formam a base da prevenção. 

Quando o gato ingere mais água, há maior diluição da urina e aumento da frequência de micção, fatores que reduzem o risco de formação de cristais.

Nesse cenário, o alimento úmido pode ser um aliado importante. Com cerca de 85% de umidade, ele contribui diretamente para a ingestão hídrica total, favorecendo a diluição urinária e o equilíbrio do pH.

Além da dieta, o ambiente também influencia. Recomenda-se manter recipientes sempre limpos, oferecer mais de um ponto de água pela casa e evitar posicioná-los próximos à caixa de areia. 

Fontes de água corrente costumam ser mais atrativas, assim como potes largos e rasos que não encostem nos bigodes.

O controle do estresse também merece atenção. Mudanças no ambiente, conflitos entre animais e ausência de enriquecimento ambiental podem impactar a saúde urinária. 

A combinação entre nutrição adequada, incentivo à hidratação e manejo comportamental contribui para o bem-estar ao longo da vida.

Fonte: Race, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre ancestralidade felina e ingestão de água

Por que os gatos bebem pouca água?

Porque descendem de felinos de regiões áridas e mantêm a capacidade de concentrar a urina, o que reduz o estímulo natural à ingestão hídrica.

Quais problemas podem estar ligados à baixa hidratação?

Formação de cristais urinários, cistites e obstruções uretrais estão entre as condições mais comuns.

Como estimular a ingestão de água?

Oferecer alimento úmido, disponibilizar múltiplos pontos de água limpa e utilizar fontes de água corrente são estratégias recomendadas.