Opções
Pets e Curiosidades

A anestesia realmente é perigosa para os pets?

Com avaliação individual e monitorização constante, o procedimento é mais seguro do que muitos responsáveis imaginam

A anestesia realmente é perigosa para os pets?
Por Rebecca Vettore
23 de fevereiro de 2026

O receio em relação à anestesia ainda é comum entre responsáveis de cães e gatos, especialmente por histórias antigas associadas a riscos elevados.

No entanto, a anestesiologia veterinária passou por avanços significativos nos últimos anos, o que mudou de forma importante esse cenário.

Hoje, ainda trata-se de um procedimento complexo, que exige planejamento cuidadoso, conhecimento técnico e acompanhamento contínuo, mas que está muito distante dos mitos do passado.

“Apesar de carregar um estigma antigo, a anestesia evoluiu positivamente, com mais opções de fármacos, equipamentos precisos e melhor compreensão da fisiologia das diferentes espécies. No entanto, isso não significa ausência total de riscos, mas sim maior capacidade de preveni-los e controlá-los”, explica Mariana Rodrigues dos Santos, médica-veterinária com especialização em anestesiologia, dor e terapia intensiva pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP).

Mas quando ela é necessária e quais fatores influenciam o risco? Marina começa contando que o procedimento é sempre indicado quando houver dor, estresse intenso ou necessidade de imobilidade total, não se limitando apenas a cirurgias, diferentemente do que se possa imaginar.

Além disso, exames diagnósticos mais invasivos, tratamentos que exigem contenção prolongada e até situações de deslocamento podem demandar o procedimento.

“Sempre que o estresse representa uma ameaça ao animal, a anestesia passa a ser uma aliada da segurança e do bem-estar”, destaca a especialista.

É importante ressaltar que o risco não está relacionado apenas à aplicação dos anestésicos, mas principalmente às condições gerais do paciente e ao tipo de método.

Idade muito jovem ou avançada, presença de doenças cardíacas, renais, hepáticas, respiratórias ou hormonais, além de alterações como desidratação, anemia ou infecções, exigem cuidados adicionais.

“Os riscos existem, mas hoje são bem conhecidos e, em grande parte, preveníveis ou rapidamente corrigidos”, afirma a veterinária.

Entre as possíveis intercorrências estão alterações cardiovasculares, respiratórias, dificuldades na regulação da temperatura corporal, reações adversas aos fármacos e complicações durante a recuperação. Por isso, o acompanhamento constante e a monitorização adequada são indispensáveis.