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IRIS atualiza diretrizes para Doença Renal Crônica em cães e gatos

Novas recomendações trazem critérios claros para o tratamento da anemia e reforçam a importância de avaliar o paciente de forma integrada

IRIS atualiza diretrizes para Doença Renal Crônica em cães e gatos
Por Equipe Cães&Gatos
16 de julho de 2026

A Sociedade de Interesse Renal Internacional (IRIS) publicou a atualização de seus consensos para o diagnóstico e tratamento da Doença Renal Crônica (DRC) e Lesão Renal Aguda (LRA) em cães e gatos. Embora os estágios de classificação baseados na creatinina tenham permanecido sem alterações, o documento traz avanços práticos importantes.

Novos critérios e terapias para anemia

A principal novidade é no tratamento da anemia associada à DRC. O consenso agora orienta iniciar a intervenção em cães com hematócrito inferior a 30% ou anemia persistente entre 30% e 35%. Para os gatos, a indicação é intervir com hematócrito inferior a 25% ou persistente entre 25% e 28%.

Como recurso terapêutico, o documento incluiu formalmente os inibidores da HIF-PH (como o molidustat). No entanto, na realidade clínica brasileira, a eritropoietina continua sendo o tratamento mais utilizado devido ao menor custo e maior facilidade de acesso.

avaliação clínica
Novo consenso da IRIS prioriza a avaliação clínica integrada de cães e gatos (Foto: Reprodução)

Avaliação integrada acima de exames isolados

O grande recado da atualização é que a doença renal não deve ser interpretada por um único exame. Parâmetros como creatinina, SDMA, urinálise, UPC, pressão arterial e exames de imagem precisam ser analisados em conjunto. Quando houver discordância entre os dados, o recomendado é investigar a causa.

Além disso, o estadiamento só deve ocorrer com o paciente estável, após descartar desidratação ou lesão renal aguda. Na prática, o consenso reforça que nenhum marcador substitui o raciocínio clínico.

Fonte: IRIS, adaptado pela equipe Cães&Gatos.