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Animais do zoológico de BH ganham recursos para aliviar o calor intenso

Os cuidados com a temperatura independem da estação do ano

Animais do zoológico de BH ganham recursos para aliviar o calor intenso
Por Equipe Cães&Gatos
23 de fevereiro de 2025

O calor intenso que assola o Brasil não é incomodo apenas para os seres humanos. Os animais também são vítimas das altas temperaturas e da baixa umidade do ar. Pensando em dar mais conforto aos bichos, o zoológico de Belo Horizonte (MG) tem adotado estratégias para amenizar o calorão para os moradores do zoo. Comida congelada e até chuva artificial são algumas delas.

“Durante o período de calor, faz parte das atividades de enriquecimento ambiental a distribuição de blocos de gelo especiais. Aos animais frugívoros (que comem frutas), blocos de gelo feitos com suco e pedaços de frutas, aos animais carnívoros, blocos de gelo feitos com sangue de carne e pedaços de coração de boi”, detalhou a bióloga, Cynthia Cipreste.

Alimentos congelados estão sendo oferecidos aos animais durante a onda de calor (Foto: Divulgação)

Para a dupla de elefantes, Axé e Jamba, melancias geladinhas foram ofertadas. Depois de devorar a fruta, eles passaram a exibir um comportamento característico ao que fazem quando estão na natureza. “Eles comeram, começaram a se mover pelo recinto, foram ao laguinho. Essas interações naturais indicam bons níveis de bem-estar no animal”, explicou a profissional. 

Os cuidados com a temperatura independem da estação do ano, por isso, cada recinto é equipado para que os animais tenham autonomia de escolher o que é mais confortável. 

“Todos estamos em risco com o calor excessivo, independentemente da espécie e origem. Por isso, para os animais, os recintos devem permitir que o animal se abrigue do sol, tenha espaço para ele deitar onde desejar, favorecendo a regulação da temperatura corporal. Tem que ter água disponível o tempo todo e, para aves e primatas, ainda tem a utilização de aspersores e chuva artificial”, completou.

A poucos metros dos elefantes, o casal de lobos-guarás Akim e Ayra, também receberam alimentos especiais. Cubos de sangue e carne foram colocados no local onde os animais típicos do cerrado brasileiro puderam farejar e ter refresco.

“A característica dos lobos é diferente dos elefantes, que recebem o alimento diferentemente do tratador. Os lobos preferem farejar o ambiente, até achar o alimento”, explicou a bióloga.

Os cuidados com a temperatura independem da estação do ano, por isso, cada recinto é equipado para que os animais tenham autonomia de escolher o que é mais confortável (Foto: Divulgação)

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