A Polícia Civil de Campinas (SP) abriu um inquérito para apurar se o incêndio que atingiu um barracão desativado no Distrito Industrial, na noite de terça-feira (29), foi provocado de forma criminosa.
A estrutura servia de abrigo para mais de 100 animais — entre cães, gatos, porcos e galinhas — mantidos pela cuidadora Lisandra Oliveira de Andrades. Dois gatos morreram queimados durante a ocorrência.
Peritos criminais e investigadores realizaram vistorias no imóvel, situado na Avenida Mercedes Benz, para coletar evidências. O laudo pericial oficial que apontará as causas e a origem das chamas deve ser assinado em até 30 dias.
Perda de mantimentos, doações emergenciais e fiscalização estrutural
O fogo destruiu completamente os pertences pessoais dos moradores e todo o estoque de alimentos armazenado para o abrigo. Diante da perda dos mantimentos, voluntários e protetores independentes se mobilizaram para doar sacos de ração.
O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) esteve no local para avaliar a saúde dos animais restantes e prestar assistência veterinária básica.
Paralelamente, a Prefeitura de Campinas programou uma vistoria técnica por meio da Secretaria de Urbanismo para avaliar se as chamas comprometeram a estrutura do antigo galpão, definindo a necessidade de interdição.
A Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social forneceu mantimentos de emergência, cartões de alimentação e colchões aos residentes, que optaram por não se transferir para abrigos públicos para permanecerem perto dos animais.

Impasse sobre a posse e documentação do imóvel
O terreno onde funcionava uma antiga fábrica pertence atualmente a uma empresa de compra e venda de imóveis. A cuidadora apresentou um contrato de comodato assinado em janeiro de 2026 que concedia permissão para o uso do espaço por um ano.
No entanto, checagens do cadastro de pessoas jurídicas revelaram que o CNPJ da empresa parceira constante no documento encontra-se na condição de inapto desde maio do mesmo ano, fator que será analisado pelas autoridades competentes durante as investigações do caso.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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