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Tragédia: incêndio deixa gatos mortos e ameaça 100 animais mantidos em galpão

Abrigo em Campinas (SP) atendia mais de 100 animais; perícia avalia causas das chamas enquanto voluntários doam ração e prefeitura analisa interdição do imóvel

Tragédia: incêndio deixa gatos mortos e ameaça 100 animais mantidos em galpão
Por Equipe Cães&Gatos
2 de outubro de 2026

A Polícia Civil de Campinas (SP) abriu um inquérito para apurar se o incêndio que atingiu um barracão desativado no Distrito Industrial, na noite de terça-feira (29), foi provocado de forma criminosa.

A estrutura servia de abrigo para mais de 100 animais — entre cães, gatos, porcos e galinhas — mantidos pela cuidadora Lisandra Oliveira de Andrades. Dois gatos morreram queimados durante a ocorrência.

Peritos criminais e investigadores realizaram vistorias no imóvel, situado na Avenida Mercedes Benz, para coletar evidências. O laudo pericial oficial que apontará as causas e a origem das chamas deve ser assinado em até 30 dias.

Perda de mantimentos, doações emergenciais e fiscalização estrutural

O fogo destruiu completamente os pertences pessoais dos moradores e todo o estoque de alimentos armazenado para o abrigo. Diante da perda dos mantimentos, voluntários e protetores independentes se mobilizaram para doar sacos de ração.

O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) esteve no local para avaliar a saúde dos animais restantes e prestar assistência veterinária básica.

Paralelamente, a Prefeitura de Campinas programou uma vistoria técnica por meio da Secretaria de Urbanismo para avaliar se as chamas comprometeram a estrutura do antigo galpão, definindo a necessidade de interdição.

A Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social forneceu mantimentos de emergência, cartões de alimentação e colchões aos residentes, que optaram por não se transferir para abrigos públicos para permanecerem perto dos animais.

Incendio
Cem animais são salvos de incêndio em barracão no Distrito Industrial de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Impasse sobre a posse e documentação do imóvel

O terreno onde funcionava uma antiga fábrica pertence atualmente a uma empresa de compra e venda de imóveis. A cuidadora apresentou um contrato de comodato assinado em janeiro de 2026 que concedia permissão para o uso do espaço por um ano.

No entanto, checagens do cadastro de pessoas jurídicas revelaram que o CNPJ da empresa parceira constante no documento encontra-se na condição de inapto desde maio do mesmo ano, fator que será analisado pelas autoridades competentes durante as investigações do caso.

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.