Como as esponjas do mar se protegem no oceano?
Dentre diversos mecanismos de proteção, a esponja desenvolveu a capacidade de contração sincronizada de suas células, alterando rapidamente seu volume corpóreo e expelindo assim, de maneira mais eficaz, a água em seu corpo. E é essa capacidade que pode ser comprometida pelos plásticos.
Como os pesquisadores entenderam essa evolução?
Por meio do estudo conduzido por Liv Goldstein Ascer, doutora em fisiologia pela Universidade de São Paulo (USP), avaliou os impactos nos animais. Em artigo publicado no The Conversation ela descreveu os resultados da pesquisa feita com uma esponja marinha muito comum em áreas poluídas: a esponja-sol (a Hymeniacidon heliophila).
Qual a conclusão do trabalho realizado?
A conclusão do trabalho foi que o ftalato bloqueia o cálcio, uma molécula essencial para os animais. Já através de análises de bactérias, que estão intimamente associados à esponja, foi possível identificar que os microrganismos estavam produzindo proteínas capazes de degradar a substância, o que pode ter levado a uma retomada das contrações.