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Apesar de ser com menor frequência, a epilepsia também está presente na clínica de felinos

Veterinário deve investigar sua causa base, fator que dita o protocolo de tratamento

A epilepsia é conhecida como uma condição clínica crônica em que o paciente apresenta, como principal sinal clínico, episódios convulsivos intermitentes por um longo período de sua vida. Apesar de ser mais comum em cães, também acomete os felinos. 

De acordo com a médica-veterinária, especializada em Neurologia, Raíza Von Ruthofer, as convulsões podem ser frequentes ou esporádicas, com durações variadas (poucos segundos a muitos minutos convulsionando), e podem apresentar variações de movimentos. “Existem tipos diferentes de convulsão, mas a mais comum e que logo vem à cabeça das pessoas quando se pensa em convulsão é a tônico-clônica, em que o paciente apresenta contrações incoordenadas de diversos músculos do corpo, resultando em movimentos variados, repetidos e incoordenados, como o movimento de pedalagem, por exemplo”, diz.

Raíza conta que os felinos podem apresentar diversas causas de convulsões, entre elas hipoglicemia (principalmente quando se fala de filhotes, que são frágeis e precisam se alimentar com frequência durante o dia para não apresentarem níveis baixos de glicose no sangue), outras alterações metabólicas, intoxicações, doenças infecciosas acometendo o sistema nervoso central (que podem ser causadas por vírus, bactérias ou fungos), traumas, neoformações em encéfalo ou, ainda, más-formações. “Em gatos, a epilepsia não é tão comum quanto em cães e, quando ocorre, pode se tratar de epilepsia idiopática ou primária, isto é, sem causa conhecida, ou, ainda, epilepsia sintomática (com alguma causa base). A causa base mais comumente encontrada em felinos nessas condições são doenças virais felinas como FIV, FeLV ou PIF”. Todas as raças de felinos, inclusive os sem raça definida (SRD) podem apresentar o problema.

Segundo a médica-veterinária, convulsões podem ter vários aspectos diferentes, desde comportamentos compulsivos repetitivos (como “caçar moscas inexistentes no ar”, mastigar, etc), até movimentos musculares involuntários de quaisquer músculos do corpo do animal, leves, moderados ou intensos. 

A profissional acrescenta que condições estruturais também podem levar ao problema. “O encéfalo é um tecido macio dentro do crânio, que é rígido e sem capacidade de expansão. É como imaginar um pé dentro de um sapato. A presença de uma alteração estrutural no tecido encefálico é o mesmo que uma pedra dentro do sapato. Da mesma forma, um tumor, cisto ou outra estrutura que pressione as células dentro do crânio causam sua inflamação e alteram seu funcionamento, causando alteração na atividade elétrica e gerando um “curto-circuito”, que é a convulsão”, afirma.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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