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Inovação e Mercado Pet Food

Brasil domina o mercado de pet food na América do Sul e lidera ranking regional

Fabricantes nacionais ocupam as cinco primeiras posições do setor; juntas, as dez maiores empresas da região faturaram mais de R$ 15 bilhões em 2025

Brasil domina o mercado de pet food na América do Sul e lidera ranking regional
Por Equipe Cães&Gatos
17 de agosto de 2026

As empresas brasileiras de alimentos para animais de companhia consolidaram sua hegemonia no continente ao conquistarem as cinco primeiras posições do ranking das dez maiores fabricantes de pet food da América do Sul.Segundo dados do levantamento Top Companies 2026, as companhias brasileiras responderam por 82% de toda a receita gerada pelo grupo das líderes em 2025.

No total, as dez maiores indústrias sul-americanas alcançaram um faturamento somado de US$ 2,978 bilhões (aproximadamente R$ 15,13 bilhões). Deste montante, as cinco representantes do Brasil foram responsáveis por US$ 2,441 bilhões (cerca de R$ 12,40 bilhões).

A classificação oficial traz a PremieRpet em 1º lugar, seguida por BRF Pet SA (2º), Special Dog Company (3º), Adimax Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. (4º) e Total Alimentos SA (5º). O top 10 da publicação é completado por indústrias da Argentina, Chile e Paraguai.

Ranking
Ranking das 10 maiores empresas de pet food da América do Sul (Foto: Divulgação)

Liderança nacional, agronegócio e infraestrutura brasileira

A liderança absoluta do Brasil no levantamento acompanha a posição do país como um dos maiores mercados pets do planeta, a principal economia da América do Sul e um gigante do agronegócio global. A indústria nacional de pet food é diretamente favorecida pela abundante oferta doméstica de insumos agrícolas cruciais, como milho e soja, além de ingredientes de origem animal oriundos do forte setor de proteína.

A localização estratégica das fábricas evidencia a conexão direta entre as cadeias de suprimento do agronegócio e os grandes centros consumidores. A PremieRpet, primeira colocada do ranking, mantém seu complexo industrial original em Dourado (SP) — reunindo unidades de alimentos secos, úmidos e biscoitos —, além de uma estrutura fabril em Porto Amazonas (PR). Ambas as plantas estão em estados líderes na produção agrícola e de alimentos, com o Paraná fornecendo grãos e São Paulo concentrando a maior fatia de consumidores, infraestrutura e logística.

A BRF Pet SA, vice-líder, traduz a integração direta com a cadeia de proteínas animais brasileiras, enquanto a Total Alimentos SA fecha a lista do domínio nacional na quinta colocação. Em terceiro lugar, a Special Dog Company ilustra a relevância do interior paulista para o setor. Sediada em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) desde 2001, a empresa aproveita a proximidade com o oeste de São Paulo e o norte do Paraná, mantendo ligação fluida com as regiões metropolitanas do Sudeste.

Ao longo de 2025, a Special Dog lançou a linha Bionatural e avançou em metas de sustentabilidade, atingindo uma taxa geral de reciclagem de resíduos de 99,1% (chegando a 99,98% para materiais recicláveis). Pelo programa Bem Nutrir, a empresa doou mais de 110 toneladas de alimentos para 45 iniciativas de bem-estar animal, beneficiando mais de 8 mil pets. A Adimax, quarta colocada, destaca-se por sua ampla descentralização industrial. Nascida em Salto de Pirapora (SP), a companhia expandiu sua atuação com unidades na Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Goiás e Paraná, posicionando suas fábricas tanto nas fronteiras agrícolas quanto nos principais mercados do país, além de operar uma frota própria de transporte para garantir a distribuição direta.

Estratégias e desempenhos na Argentina, Chile e Paraguai

Fora do eixo brasileiro, a Argentina ocupa duas posições no ranking: a Petfood Saladillo (6º) e a Vitalcan (9º). Localizada na província de Buenos Aires, a Petfood Saladillo está inserida na região agrícola dos Pampas e conta com capacidade anual superior a 130 mil toneladas, operando cinco unidades que incluem processamento de soja, snacks e aromas. Contudo, em 2025, a empresa enfrentou adversidades decorrentes de decretos de emergência por enchentes na região, exemplificando como o clima afeta a cadeia de fornecimento.

O Chile comparece com as Empresas Carozzi (7º) e a Champion Pet Care (8º). A Carozzi, que produz as marcas Master Dog e Master Cat, investiu fortemente no segmento e conquistou mais de 30% do mercado chileno de alimentos úmidos em 2025 com sua nova linha em Lontué. A empresa também destinou US$ 36 milhões para a ampliação de seu centro logístico em Nos e consolidou o controle acionário local ao recomprar a fatia da sul-africana Tiger Brands.

Por fim, o Paraguai garantiu a 10ª posição com a Industrias Trociuk. Situada no departamento de Itapúa, forte polo produtor de milho e grãos, a empresa conecta a fabricação de alimentos para pets a uma rede comercial estratégica na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. O resultado geral demonstra que a competitividade do setor na América do Sul permanece indiscutivelmente atrelada ao acesso direto às matérias-primas e à proximidade com os mercados consumidores.

Fonte: Petfood Industry, adaptado pela equipe Cães&Gatos.