Um estudo abrangente publicado no Journal of the American Veterinary Medical Association revelou uma queda drástica na incidência do parvovírus canino (CPV) nos Estados Unidos.
Entre 2010 e 2022, os diagnósticos da doença caíram mais de 85%, passando de 45,2 casos para 6,5 casos a cada 10 mil cães. Apesar da retração significativa nos números gerais, a letalidade do vírus permanece em patamares alarmantes entre os animais infectados.
Analisando o histórico de quase 38 mil cães com desfecho registrado em até 14 dias após o diagnóstico, os pesquisadores constataram que 43,6% dos pacientes morreram ou precisaram ser submetidos à eutanásia.
O estudo destaca que, embora o risco global de infecção tenha diminuído, a parvovirose continua sendo uma ameaça grave e altamente letal, sobretudo para filhotes não vacinados.
Perfil dos pacientes e fatores que influenciam a sobrevivência
O levantamento utilizou dados de mais de mil hospitais veterinários espalhados por 43 estados norte-americanos, totalizando quase 79 mil cães diagnosticados entre 2010 e 2023.
A análise indicou que quase 46% das infecções concentram-se em filhotes com idade entre 8 e 16 semanas. Além disso, mais de 80% dos casos ocorreram em animais não castrados, com maior incidência entre os machos (56,5%).
A pesquisa também identificou marcadores clínicos e laboratoriais determinantes para o prognóstico do paciente:
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Fatores de maior risco de morte: Baixo peso corporal, níveis reduzidos de proteína no sangue, contagens baixas de linfócitos ou glóbulos brancos e enzimas hepáticas elevadas no momento do diagnóstico.
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Fatores associados à maior sobrevivência: Maior peso corporal e condição de animal castrado apresentaram menor probabilidade de evolução para o óbito no período de duas semanas.

Sazonalidade e importância da imunização contínua
Os dados revelaram uma variação sazonal clara, com picos de contágio registrados nos meses de primavera e início do verão (entre abril e junho) e menor ocorrência durante o inverno.
Entre as raças mais afetadas no estudo estão o Pit Bull, Chihuahua, Labrador Retriever, Pastor Alemão e cães sem raça definida (SRD), que juntos somaram mais de metade de todos os diagnósticos catalogados.
Os autores do estudo alertam que a falta de histórico vacinal documentado em mais de 90% dos prontuários reforça a necessidade de conscientização sobre a imunização. A vacinação preventiva permanece como a principal ferramenta para evitar surtos e proteger cães de todas as idades contra as formas severas da parvovirose.
Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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