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Comportamento animal influencia a sobrevivência e a reprodução das espécies

As reações dos animais, normalmente, são respostas às suas necessidades fisiológicas em um ambiente

Comportamento animal influencia a sobrevivência e a reprodução das espécies
Por Cláudia Guimarães
10 de dezembro de 2024
Última atualização: 02/02/2025 - 15:48

O comportamento animal pode ser definido como uma resposta de um animal aos estímulos externos (ambientais) e internos (corporais e fisiológicos). Essa definição é apresentada no capítulo “Definindo o comportamento animal” do livro “Comportamento Animal: Uma introdução aos métodos e à ecologia comportamental” , cujo capítulo foi escrito por Cristiano Schetini de Azevedo e Jonas Byk.

No texto, os profissionais explicam que o comportamento reflete as condições internas do animal e a interação com o ambiente. “Por exemplo, um cavalo com sede manifestará comportamento específico de busca por água, mostrando como fatores internos e externos moldam as ações de um indivíduo. Assim, o comportamento de um animal é essencialmente uma manifestação visível de como ele responde às suas necessidades fisiológicas em um determinado ambiente”, discorrem no capítulo.

Além de definir o conceito, o livro detalha os objetivos do comportamento animal, que são sobrevivência e reprodução. De acordo com os autores, comportamentos como o de aves que limpam suas penas são exemplos de ações claras que aumentam a chance de escapar de predadores e atrair parceiros, já que a beleza das penas está relacionada ao sucesso reprodutivo. “No entanto, também são notáveis ​​comportamentos anormais, como a automutilação em animais de cativeiro, que refletem situações de estresse e condições condicionantes para a sobrevivência”, mencionam.

Comportamentos anormais indicam a necessidade de ajustes no ambiente ou nas condições de manejo para promover o bem-estar (Foto: reprodução)

Essa análise, na visão dos autores, reforça a importância de compreender o comportamento animal, tanto para a preservação da vida selvagem quanto para o manejo em cativeiro. “Comportamentos normais permitem que as espécies vivam e se reproduzam, enquanto os anormais indicam a necessidade de ajustes no ambiente ou nas condições de manejo para promover o bem-estar”, consta na publicação.

Cristiano de Azevedo fez graduação em Ciências Biológicas, é, atualmente, docente na Universidade Federal de Ouro Preto e tem experiência com manejo e bem-estar de animais, condicionamento animal e comportamento animal. Jonas Byk, também graduado em Ciências Biológicas, é professor do Departamento de Patologia e Medicina Legal, da Universidade Federal do Amazonas. O profissional tem experiência nas áreas de comportamento, bem-estar, fisiologia do estresse e dor.