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CRMV-SP divulga nota de repúdio a falas xenofóbicas e racistas de veterinária durante aula

Situação está sendo analisada para a aplicação das medidas cabíveis

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) tomou conhecimento e repudia a atitude de uma médica-veterinária registrada em São Paulo que teria se utilizado de falas racistas e xenofóbicas ao ministrar aula de atualização de Técnicas Cirúrgicas, no último fim de semana.

De acordo com as denúncias recebidas de alunos do curso, a situação revoltante teria levado alguns deles a deixarem a sala de aula. A autarquia repudia esse novo lamentável episódio. E informa que a situação está sendo analisada pela Coordenadoria de Ética Profissional do Regional para a aplicação das medidas cabíveis.

“Foi uma situação extremamente ofensiva para mim e para outros colegas que estavam presentes. Por diversos momentos, a profissional teve falas xenofóbicas, relacionando situações ruins/baratas, improvisadas e mal feitas à expressão ‘coisas bem tupiniquim’. Em um momento secundário, a professora teve, novamente, uma fala ofensiva e racista, utilizando uma pessoa preta como foco do erro exemplificado, dando a entender e reforçando o estereótipo”, relata uma aluna.

A situação foi denunciada ao diretor do curso, ao grupo acadêmico responsável e aos conselhos regionais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em nota, o CRMV-SP presta solidariedade aos alunos e enfatiza que repudia situações inaceitáveis como essa. Trata-se de uma ofensa a todo o povo brasileiro e à sua riquíssima diversidade, seja de raça, de credo ou cultura. “Todos precisam ser respeitados”, afirma o presidente do CRMV-SP, Odemilson Donizete Mossero.

A Afrovet – rede de médicos-veterinários e graduandos negros, diante das
denúncias, está dando o apoio jurídico necessário (Foto: reprodução)

Denúncias são fundamentais

Esse não foi o primeiro caso de racismo relatado nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, o CRMV-SP já havia repostado nota do CRMV-RJ devido a um caso de injúria racial que um profissional sofreu na clínica em que trabalha no Rio de Janeiro. E, em março, uma médica-veterinária também foi atacada verbalmente ao ministrar aula on-line.

O CRMV-SP ressalta que, tanto racismo, como xenofobia, são crimes passíveis de punição. Portanto, orienta que todas as vítimas denunciem. A Afrovet – rede de médicos-veterinários e graduandos negros, diante das denúncias recebidas, também está dando o apoio jurídico necessário.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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