A rotina clínica é dinâmica e frente aos mais diversos quadros clínicos, na maioria das vezes, a agilidade é fundamental para o prognóstico positivo dos pacientes. Diante desse cenário, os testes rápidos atuam como aliados dos médicos-veterinários.
Disponíveis em diferentes versões, eles podem ser usados para diagnosticar uma série de enfermidades. Dentre elas, leishmaniose visceral canina, erliquiose canina, anaplasmose, toxoplasmose e FIV e FELV.
Segundo Celio R. Machado, médico-veterinário e diretor administrativo da Imunodot, empresa brasileira que fabrica kits para o diagnóstico das principais doenças dos animais domésticos e de produção, os testes rápidos fornecem resultados em poucos minutos e podem ser realizados no próprio local de atendimento, seja no campo ou na clínica veterinária, inclusive na presença do responsável pelo paciente.
“Isso elimina a necessidade de envio de amostras para laboratórios externos e reduz significativamente o tempo de espera pelos resultados. Quando associados à avaliação clínica e epidemiológica do paciente, esses testes podem auxiliar o médico-veterinário na tomada de decisões mais rápidas, contribuindo para o início precoce de medidas terapêuticas”, afirma.
Variedade de opções é um diferencial
O portfólio da Imunodot engloba 26 kits para diagnóstico de diferentes doenças. Para criá-los, a empresa dispõe de amostras próprias de parasitos obtidas a partir de isolados mantidos em cultivo ou em modelos experimentais.
“Para maior eficácia é importante utilizar antígenos coletados a partir de isolados nacionais, pois existe variabilidade genética entre os organismos de diferentes regiões geográficas, podendo comprometer a sensibilidade diagnóstica”, afirma o médico-veterinário.
Além disso, estão disponíveis cinco alternativas diagnósticas para enfermidades em cães e gatos: testes rápidos, RIFI, ELISA, PCR e qPCR.
Celio comenta que essa variedade permite aos médicos-veterinários realizar desde triagens rápidas até diagnósticos moleculares de alta sensibilidade e especificidade.

Novidade no mercado
Para complementar o portfólio, a Imunodot lançou recentemente um kit de qPCR liofilizado, que tem como principal diferencial a praticidade e facilidade de uso.
Nessa novidade os reagentes já vêm preparados e acondicionados em microtubos, sendo necessária apenas a reconstituição do material, a adição das amostras e dos controles e a execução do ensaio.
“Essa inovação reduz etapas de preparo, minimiza erros operacionais e torna a técnica mais acessível para a rotina laboratorial”, afirma Machado.
O produto foi desenvolvido para simplificar a utilização da qPCR, uma metodologia reconhecida por sua elevada sensibilidade e precisão diagnóstica, mas que exige diversas etapas de preparo.

O médico-veterinário destaca que o objetivo com esse lançamento é oferecer toda a confiabilidade da técnica em um formato mais prático, rápido e padronizado, facilitando sua aplicação na rotina dos laboratórios.
Escolha adequada da técnica é fundamental
Para conseguir alcançar um diagnóstico adequado é preciso entender qual teste é o mais indicado conforme a casuística do paciente.
As técnicas RIFI e Elisa, por exemplo, são indicadas para detecção de anticorpos. Quando resultam em positivo, indicam que o animal teve contato prévio ou está em contato com o parasito em questão.
“Elas não mostram a presença do parasito em si, apenas a presença de anticorpos contra o agente infeccioso”, explica o diretor da Imunodot.
Já a PCR é uma técnica molecular que detecta o DNA do parasito. Ou seja, mostra a presença do agente infectando o animal.
Contudo, para maior certeza e segurança nas decisões clínicas é preciso que os profissionais observem mais do que o resultado dos testes.
“Além da positividade indicada nas técnicas sorológicas ou moleculares, é importante considerar os sinais clínicos dos pacientes e buscar informações sobre o manejo dos animais no dia a dia”, pontua.
Cuidados com a execução dos testes
Os testes rápidos são fáceis de serem realizados, mas requerem alguns cuidados para garantir a sua confiabilidade.
O ideal é que o produto seja armazenado em local seco e fresco e retirado da embalagem apenas no momento do uso.
Segundo Machado, o acondicionamento adequado é fundamental para preservar a estabilidade dos reagentes e garantir a confiabilidade dos resultados obtidos.
Quando se fala na interpretação dos resultados, é importante também destacar que a maioria dos testes rápidos deve ser utilizada como ferramenta de triagem.
“O diagnóstico não deve ser baseado exclusivamente no resultado do teste, mas também considerando sinais clínicos, histórico do animal, aspectos epidemiológicos e, quando necessário, exames complementares”, conclui o médico-veterinário.
