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Gatos de ONGs do interior de São Paulo aguardam doações de suprimentos e novos lares

Membros da AATAN e da Associação Pulo do Gato, localizadas em Sorocaba (SP), comentam importância de auxílio e trabalho voluntário
Por Cláudia Guimarães
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Por Cláudia Guimarães

Há 30 anos, Dirma Leite, mais conhecida como Tia Dirma, iniciou as atividades da ONG AATAN, localizada em Sorocaba (SP). Ela está na ativa e à frente da entidade até hoje e abriga e trata cerca de 300 animais entre cães e gatos.

Conversamos com uma das voluntárias da AATAN, Belinda Santana, que nos conta que, atualmente, a ONG se mantém com o trabalho voluntário, onde há ações como vendas de alimentos (pizzas/nhoques/escondidinhos); lojinha itinerante (canecas, chaveiros, brincos, artigos para pets); feiras de adoções; rifas e captação de recursos financeiros por meio das redes sociais etc. “No abrigo, onde os animais vivem, há suporte de funcionários para a limpeza geral dos canis e gatis e não temos médicos-veterinários contratados, toda urgência/emergência é atendida por meio de campanhas de arrecadação”, revela.

Mas, focando nos gatos, que é nosso personagem principal nesta semana, hoje, há 108 gatos sob os cuidados da AATAN, 78 morando no abrigo e 30 que vivem em lares temporários voluntários e pagos. “Temos uma importante parceria com a cafeteria Café Com Gato, que nos dá suporte e mantém, em seu espaço, oito gatos disponíveis para a adoção e, por meio de agendamento, é possível conhecê-los”, narra.

A AATAN conta com a parceria de clínicas e hospitais veterinários da cidade e também castra alguns animais por meio do projeto TamPets (Foto: CG)

Abrigar com cuidado

Belinda conta que há espaços diferentes para os gatos abrigados quando se trata de positivos e negativos para FIV e FeLV, vírus conhecidos como aids e leucemia felina.

Além desses cuidados com a acomodação dos animais, os voluntários também são responsáveis por algumas ações em prol dos animais lá na AATAN, como Mutirão de limpeza dos canis/gatis, carona solidária, ajuda nas feiras de adoções, lares temporários e divulgação e venda de rifas/alimentos/etc. Mas como se voluntariar? Belinda explica: “É necessário enviar um direct no Instagram da ONG informando o interesse e passaremos à pessoa o telefone da voluntária responsável pelo recrutamento. Vale lembrar que o interessado deve ter disponibilidade para, ao menos, uma das frentes de atividades e entender que o voluntariado é um trabalho e não um lazer”, destaca.

Questionada sobre a experiência de trabalhar como voluntária, Belinda responde: “É muito gratificante poder contribuir na qualidade de vida dos animais que foram abandonados e vítimas de maus-tratos. É muito importante ter resiliência, pois vivemos situações tristes e adversas. Temos que ter em mente que o mínimo que fazemos pode salvar uma vida, é o famoso ‘olhar o lado cheio do copo’. Na minha opinião, todas as pessoas deveriam ter a experiência do trabalho voluntário seja em ONGs destinadas aos cuidados de animais, humanos, meio ambiente ou de qualquer segmento. O voluntariado traz crescimento pessoal”, afirma.

Além de trabalhar no abrigo, Belinda também oferece lar temporário voluntário em sua casa para alguns gatinhos da ONG (Foto: CG)

Para quem não tem tempo para se dedicar ao trabalho voluntário, Belinda também menciona que a ONG aceita doações de rações, sachês, areias e/ou granulados, medicações dentro da validade, brinquedos e nichos em bom estado de conservação.

As doações também devem ser comunicadas por meio do direct da AATAN para destinarmos o melhor ponto de coleta ou algum voluntário para retirada dependendo do volume. Também aceitamos doações de dinheiro e, quem quiser colaborar, pode doar qualquer valor para a ONG. O pix é o CNPJ – 08319755000165 e o valor arrecadado é revertido para compra de rações e outros insumos necessários”, esclarece.

Adoção

Para adotar um gato com a AATAN é necessário que o interessado preencha um formulário localizado no Instagram – o link está na bio – intitulado como “quero adotar um gatinho”. Em seguida, um dos voluntários entrará em contato para uma entrevista via WhatsApp.

Belinda conta que os requisitos principais são:

– Ser maior de 18 anos;

– Ter um lar seguro: apartamento telado ou casa que não permita acesso às ruas e/ou vizinhanças;

– Recursos financeiros para arcar com as despesas de saúde e bem-estar do gato até o final de sua vida (lembrando que o animal pode viver até 20 anos);

– Todos os integrantes do lar devem estar de acordo com a adoção, dentre outros pontos avaliados durante a entrevista.

Confira alguns gatos disponíveis para adoção no abrigo da AATAN:

Pequena em quantidade, gigante de coração!

Além da AATAN, que possui mais de 26 mil seguidores nas redes sociais, a equipe da Cães e Gatos também visitou a Associação Pulo do Gato, também localizada em Sorocaba. A entidade possui 710 seguidores em sua página no Instagram, mas o trabalho realizado é de gente grande e destinado a, atualmente, mais de 80 gatos, entre os que estão no gatil e, também, em sua casa.

Priscila Galvão e Flávia Toledo cuidam da Associação e também são conselheiras da proteção do bem-estar animal municipal (Foto: CG)

O trabalho foi iniciado por Priscila Galvão, que alimentava gatos ferais de uma colônia que vivia ao lado de sua casa. Primeiro, ela começou a capturar os felinos para castração e soltura após a recuperação da cirurgia, já que, cada vez mais, surgiam mais filhotes. “Até que alguém do bairro envenenou muitos animais e, nessa ‘chacina’, muitos gatos se foram. A partir disso, mudei de residência, mas peguei todos esses felinos em situação de rua e coloquei na minha antiga casa, que, agora, é o gatil da Associação”, expõe.

O trabalho de Priscila conta com a ajuda de mais membros da associação: Silvana Galvão, Flávia Toledo, Edson Queiroz e Margarete Mitiko. Eles realizam a limpeza do local, tratam os animais com alimentação e medicamentos e levam em veterinário quando preciso. “Iniciei esse trabalho em 2018, primeiro porque amo gatos e, segundo, porque eu sabia que não havia mais ninguém que pudesse cuidar e proteger esses animais”, compartilha Priscila.

Toda ajuda é bem-vinda!

A ajuda que a entidade recebe vem, segundo Priscila, de pessoas que apoiam a causa animal e têm um carinho especial, assim como ela, por gatos. “Elas estão familiarizadas com nosso trabalho, conhecem nossa história, nosso projeto e nossa necessidade de apoio. Contamos com o auxílio de madrinhas e padrinhos, que contribuem financeira e regularmente, além daqueles que fazem doações de alimentos, como ração, granulado e sachês”, conta.

A maior parte dos itens utilizados na Pulo do Gato é resultado de generosas doações, como, por exemplo, casinhas, nichos, pratinhos, comedouros e diversos outros acessórios que “gatificam” o local. “Continuamos recebendo doações regularmente, o que demonstra o contínuo apoio e a solidariedade dessas pessoas. É essencial ressaltar que essas contribuições provêm de indivíduos que compartilham de nossa simpatia pela causa e reconhecem a importância de nossa missão. Além disso, também vamos atrás de doações de jornais e produtos de limpeza para manter a higiene do gatil”, acrescenta a protetora que lembra: “Ainda alimentamos alguns gatos que vivem na rua. Tentamos reunir todos no gatil, mas alguns não se adaptaram ao ambiente telado. Por isso, cada doação é importante”.

Flávia Toledo, outra membro ativa da associação, também conta que, todos os anos, é realizado um evento de Flash Tattoo, com a colaboração da tatuadora Kelly Tegane. “Uma vez por ano, ela dedica seu talento para esse projeto. As tatuagens são pequenas, com desenhos de gatinhos e outros animais. Cada trabalho tem o valor de 100 reais e toda a arrecadação dessa campanha é destinada ao nosso fundo”, cita.

Essa iniciativa é muito positiva, em sua visão, pois une arte e solidariedade. “Além disso, contribuo como responsável pela comunicação, especialmente nas redes sociais. Meu papel aqui envolve a criação de conteúdo visual, como fotografias, algo que sou apaixonada. Prova disso é todas as vezes que vou limpar o gatil, saio com inúmeras fotos novas dos gatos em meu celular”, brinca.

Em busca de um lar

Priscila comunica que todos os gatinhos de seu gatil estão disponíveis para adoção e passaram por testes que deram resultado negativo para FIV e FeLV. “Contamos com o suporte da Clínica Cantinho do Animal, onde a Dra. Carla presta seus serviços de forma generosa, muitas vezes, gratuitamente ou a preços acessíveis. A veterinária também é responsável pelas castrações dos gatos por meio do projeto TamPets, que financia todas as cirurgias. O projeto une reciclagem e apoio financeiro e o foco está na coleta e comercialização de tampinhas plásticas, com o objetivo de gerar um fundo dedicado exclusivamente ao financiamento da castração de animais que estão sob os cuidados de abrigos, protetores independentes ou tutores com recursos financeiros limitados”, informa.

Todos os adultos da Pulo do Gato já foram castrados, enquanto os filhotes serão encaminhados para a castração assim que recomendado. “Após a cirurgia e recuperação, os gatinhos são disponibilizados para adoção, priorizando aqueles que estão saudáveis. Os que precisam de cuidados especiais aguardam até estarem completamente recuperados. Embora seja difícil se despedir deles no momento da adoção, é importante abrir espaço para mais gatinhos que precisam de ajuda. Esses bichanos não são apenas animais de estimação, são considerados como parte da família e é doloroso, mas necessário, contribuir para que mais animais possam ser ajudados”, comenta Priscila.

A protetora sinaliza que quem quer ser voluntário no gatil ou fazer doações deve entrar em contato por direct na página da associação no Instagram.

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