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Clínica e Nutrição

Gatos também precisam de vermifugação periódica

Necessidade aumenta nos casos em que o bichano tem acesso à rua
Por Natalia Ponse
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Por Natalia Ponse

Natalia Ponse, da redação | natalia@ciasullieditores.com.br

Quando falamos de pacientes que não verbalizam diretamente o que sentem – como é o caso de animais como os gatos –, é preciso um olhar atento para o comportamento deles no dia a dia, a fim de identificar qualquer ação ou sintoma que sinalize um incômodo. Além disso, alguns cuidados periódicos também podem garantir que nenhum mal atinja o seu melhor amigo. 

E um desses casos é a vermifugação. “As verminoses têm um impacto importante na saúde dos bichanos, além do risco de mortalidade para os filhotes, lembrando que algumas delas são transmissíveis para nós humanos”, insere a especialista em Medicina Interna de Felinos na Rede VCA-Pet Care, Maria Alessandra Martins Del Barrio, mais conhecida como Malê.

“Gatos com acesso ao meio externo e que caçam são muito suscetíveis ao parasitismo”, alerta Malê (Foto: divulgação)

Ela conta que os gatos podem ser infectados por um grande número de helmintos (vermes). As principais formas de infecção são pela ingestão de ovos ou larvas presentes em solo contaminado, penetração de larvas ativas pela pele (Ancylostomma sp), ingestão de hospedeiros paratênicos (não há evolução, reprodução ou muda do parasita) ou intermediários (há reprodução assexuada ou maturação de estágios larvais/mudas). “Por isso, gatos com acesso ao meio externo e que caçam são muito suscetíveis ao parasitismo”, complementa. 

Outros vermes, ainda, podem ser transmitidos pelo leite materno (Toxocara sp)  e, outros, pela placenta (Toxocara sp e Ancylostomma sp), o que significa que gatinhos podem nascer parasitados ou tornarem-se parasitados nos primeiros dias de vida.

As principais manifestações clínicas são gastrintestinais, já que a maior parte desses agentes parasita o intestino. Nesse caso, Malê aponta que vômito, diarreia, perda de apetite, aumento de volume abdominal, ascite (acúmulo de líquido no abdômen), desnutrição, presença de sangue e muco nas fezes, podem ser observados. 

“Alguns animais eliminam os parasitas pelas fezes, e muitos tutores vêm a atendimento já notificando a presença dos vermes ou trazendo as fezes, os parasitas ou fotografias, o que nos permite o pronto reconhecimento, na maioria das vezes”, diz.

A especialista destaca que Platynossomum sp infecta o fígado, determinando inflamação hepática com obstrução biliar. Nesse caso, sinais inespecíficos como falta de apetite, perda de peso, icterícia, vômitos são relatados. Já alguns vermes podem fazer ciclos pulmonares (Toxocara sp, Ancylostomma sp e Aerulostrongylus abstrusus) – nesse caso, aparecem manifestações respiratórias, sendo taquipneia e tosse as mais importantes, e, eventualmente, a dispneia. Pearsonema sp também pode se fazer presente causando cistite, pois infecta a bexiga, ocasionando hematúria e polaciuria, principalmente.

A realização periódica de exames de fezes pode indicar a necessidade de vermifugar os pacientes, no caso de resultados positivos. Dessa forma, a identificação não é pelo tutor: requer o médico-veterinário.

Cuidados conduzidos pelo tutor, com orientação e apoio do médico-veterinário, são vitais para prevenir as verminoses (Foto: reprodução)

Vamos evitar que isso aconteça? É hora da prevenção.

Malê indica que filhotes devem ser vermifugados com 2, 4 ,6 e 8 semanas de vida, com repetição aos 6 meses. Fêmeas devem receber antiparasitários, idealmente, antes do acasalamento. “Elas podem ser desparasitadas na gestação, mas o produto escolhido não deve ser mutagênico ou teratogênico (as melhores escolhas são as lactonas macrocíclicas – ivermectina, selamectina, milbecina oxima)”, afirma.

Segundo as diretrizes mundiais/internacionais, gatos domiciliados que vivem em ambientes controlados devem ser vermifugados a cada 6 meses, devido ao risco de contaminação ambiental proporcionada pelas idas do ser humano ao meio externo, “levando para casa” ovos de parasitas nos calçados. Gatos com acesso ao meio externo e que vivem em comunidade devem ser vermifugados a cada 3 ou 4 meses.

Idosos não são mais suscetíveis que outros gatos adultos, conta a profissional: “No entanto, quadros gastrintestinais com perda hídrica para pacientes geriátricos pode impactar em agravamento, evolução ou descompensação de doenças pré-existentes, principalmente a doença renal, podendo comprometer a saúde e a sobrevida desse paciente”. 

Existem no mercado diferentes produtos antiparasitários que podem ser prescritos para os bichanos. A escolha depende, exclusivamente, da via de administração à qual o felino melhor se adapte. “Os antiparasitários podem ser administrados por via oral (comprimidos e suspensões) ou via transdermal (pipetas de aplicação top spot ou spot on). A aplicação transdermal pode parecer simples, mas requer atenção especial às orientações para o cliente. Quando administrados de forma incorreta, pode haver falta de eficácia, risco de dermatites (exposição ao sol) ou intoxicação dos outros gatos (porque lambem-se uns aos outros)”, explica a médica-veterinária.

Ela pontua que o profissional deve avaliar o status parasitário de cada paciente nas consultas anuais de vacinação – que, na verdade, devem ser um check up. Solicitar exames de fezes, pelo menos um vez ao ano, ou, idealmente, a cada 6 meses, faz parte do esquema de prevenção, bem como a orientação ao cliente a respeito da importância da vermifugação. 

“Uma importante fatia do bolo que cabe ao médico-veterinário é a medicina preventiva”, diz e finaliza a profissional: “A prevenção é a chave de uma vida longa e saudável. A nós cabe esclarecer e orientar o tutor da importância da aplicação de recursos de profilaxia. Se realizarmos adequadamente essa tarefa, temos um cliente parceiro o que beneficiará plenamente nossos pacientes – o que é nosso grande objetivo”.

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