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Gatos idosos precisam de um olhar diferenciado do veterinário no atendimento clínico

Respeitar essa fase de vida dos animais começa com o conhecimento sobre ela

A expectativa de vida dos animais é cada vez maior. Não é incomum vermos felinos, por exemplo, com mais de 15 anos e alguns passando da casa dos 20. Com uma demanda maior de pacientes com idade superior a dez anos, surge, também, a necessidade de se conhecer as mudanças do organismo desse animal. 

Um gato geriatra não pode ser visto como um filhote, um jovem ou adulto. E, assim, como na Medicina Humana, na Veterinária cresce o número de profissionais que se dedicam a estudar e a cuidar dos felinos nessa fase da vida. 

Mas, antes de adentrarmos nos cuidados com esse animal, precisamos entender em qual etapa da vida o gato é considerado geriatra. De acordo com a médica-veterinária especializada em Medicina Felina, Mayara Maeda, no ano passado, houve a publicação e atualização nas diretrizes de Estágio de Vida Felina (2021 AAHA/AAFP Feline Life Stage Guidelines), onde as fases de vida do felino foram divididas em: filhotes (até um ano); jovem adulto (de um a seis anos); adulto maduro (de sete a dez anos) e sênior (mais de dez anos). “Essas separações de idades ajudam a focar atenção nas mudanças físicas e comportamentais, assim como nas necessidades médicas que ocorrem em diferentes fases da vida felina”.

O médico-veterinário no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP) e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria Veterinária (SBGV), Enore Augusto Massoni, acrescenta que a divisão quanto às etapas de vida do gato se baseia na média da expectativa de vida para a espécie. “Podemos considerar gatos sênior ou idosos aqueles que já atingiram 70% de sua expectativa de vida (a partir de sete anos de idade), já gatos geriátricos são aqueles que já ultrapassaram sua expectativa de vida (acima de 12 anos de idade). Devemos levar em conta que é absolutamente normal observarmos animais muito além dessa expectativa, por exemplo, gatos de 18, 21 anos, porém a média é baixa”.

Para o médico-veterinário sócio-proprietário e diretor do Centro Veterinária Pet Place, José Manuel Pedreira Mouriño, os avanços da Medicina Veterinária, as dietas mais adequadas e os cuidados em deixar os felinos domiciliados são os responsáveis pela longevidade. “Os gatos que têm acesso à rua vivem muito menos”. Já Mayara Maeda acredita que a expectativa de vida dos felinos tem crescido devido à cultura dos cuidados desses animais está em grande evolução.

De acordo com Enore Massoni, animais idosos, em geral, são predispostos à sarcopenia, que é a perda de massa muscular devido à idade avançada, a prática de exercícios relacionada a uma dieta rica em proteínas retarda e evita esse acontecimento. “Deve -se sempre estar atento à saúde dos rins desses pacientes já que o excesso de proteína em pacientes nefropatas pode ser prejudicial. Nada no paciente geriátrico segue um manual de instruções, principalmente, a parte nutricional, cada caso deve ser individualizado e sempre que possível dietas específicas devem ser elaboradas, aproveitando o advento da Nutrologia Veterinária e o avanço da alimentação natural”.

Para gatos idosos, segundo Mayara, a necessidade energética diária, que é um cálculo feito para saber quantas calorias o paciente precisa durante todo o dia, precisa ser multiplicada em 10 a 20%. “Gatos idosos têm uma redução na capacidade digestiva, levando à diminuição do escore corporal e, assim, necessitando de um aumento da ingestão calórica. Estar abaixo do peso é um problema comum em gatos idosos. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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(C&G VF)

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