A guarda compartilhada de animais de estimação após separações ganhou novo avanço no Brasil com a aprovação do projeto no Senado Federal.
A proposta estabelece regras para a convivência e divisão de responsabilidades e agora segue para sanção presidencial.
O texto prevê que, na ausência de acordo entre os responsáveis, a Justiça poderá definir tanto a rotina de convivência quanto a divisão de despesas, incluindo alimentação, higiene e cuidados veterinários.
Nova realidade exige adaptação na rotina dos pets
A medida acompanha uma mudança já consolidada na sociedade: cães e gatos são cada vez mais considerados membros da família. Com isso, a divisão de cuidados após separações se torna mais frequente.
No entanto, a alternância entre dois lares exige planejamento para evitar impactos no bem-estar do animal, especialmente em relação à rotina e à alimentação.
Alimentação deve ser mantida estável
Entre os principais pontos de atenção está a alimentação. Mudanças frequentes de ambiente, horários ou tipo de alimento podem causar estresse, desconfortos digestivos e até recusa alimentar.
“Quando o pet passa a alternar entre dois ambientes, o ideal é que a rotina alimentar permaneça o mais estável possível. Isso significa manter o mesmo alimento, respeitar os horários das refeições e seguir as quantidades recomendadas para o animal. Mudanças frequentes na dieta podem provocar desconfortos digestivos e dificultar o acompanhamento da saúde nutricional”, explica Mayara Andrade, médica-veterinária da Guabi Natural.
Mesma dieta nas duas casas evita problemas
Um erro comum na guarda compartilhada é a oferta de alimentos diferentes em cada residência. Além de dificultar o controle nutricional, isso pode gerar desequilíbrios na dieta.
De acordo com recomendações da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), mudanças alimentares devem ser feitas de forma gradual e com orientação veterinária.
“Mesmo quando os responsáveis têm boas intenções, é comum que cada um queira agradar o animal de uma forma diferente. Mas oferecer alimentos distintos em cada casa pode causar desequilíbrio nutricional ou excesso de calorias. O melhor caminho é manter o mesmo alimento, independentemente de onde o pet esteja”, afirma Mayara.
Petiscos também precisam de controle
A oferta de petiscos exige alinhamento entre os responsáveis. Sem comunicação, o animal pode receber quantidades acima do recomendado ao longo do dia.
Segundo a orientação da especialista, os petiscos devem representar, no máximo, cerca de 10% da ingestão calórica diária.
“Quando o pet vive em duas casas, o ideal é que os tutores também alinhem a oferta de petiscos. Às vezes o animal acaba recebendo mais recompensas do que deveria, simplesmente porque cada pessoa acredita estar oferecendo pouco”, explica.
Comunicação é essencial para o bem-estar
A guarda compartilhada tende a funcionar melhor quando há diálogo constante entre os responsáveis. Informações sobre alimentação, peso, restrições e comportamento devem ser compartilhadas.
“Os pets dependem da previsibilidade para se sentirem seguros. Quando a alimentação, os horários e os cuidados básicos são mantidos de forma consistente nas duas casas, o animal consegue se adaptar melhor à nova rotina e manter a saúde em equilíbrio”, conclui Mayara.
Com a possível regulamentação do modelo no país, especialistas reforçam que dividir o tempo com o animal exige mais do que acordos formais — requer responsabilidade conjunta e consistência nos cuidados.
Fonte: Buzzing, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre guada compartilhada de pets
O que muda com a guarda compartilhada de pets?
A Justiça pode definir convivência e divisão de despesas entre os responsáveis.
A alimentação pode variar entre as casas?
Não é recomendado. O ideal é manter o mesmo alimento e rotina.
Petiscos precisam ser controlados?
Sim. Eles devem representar até 10% das calorias diárias do animal.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.